Seção de cinema
Diretora de Bicho de Sete Cabeças, Laís Bodanzky exibe as boas histórias e o apocalipse de ser cineasta
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Há tempos não assistia a um filme argentino e foi uma surpresa deliciosa me deixar enganar pelas trapaças do protagonista de Nove Rainhas. Tempos depois, tive a oportunidade de conhecer o diretor Fabián Bielinsky em um restaurante. Na hora de pagar a conta, percebi que não tinha dinheiro. Como se estivéssemos em seu filme, ele pagou pra mim e eu brinquei: Gostou do truque?. Ele devolveu: Era dinheiro falso…. Quem assistiu ao Nove Rainhas sabe do que estou falando.
Mas nem tudo é divertido para quem faz cinema. Em meu primeiro curta, enfrentei muitos problemas, tanto financeiros como artísticos. Quanta dúvida, quanta solidão! Outro dia, assistindo ao making of de Apocalipse Now pude ver o próprio Coppola vivendo os mesmos dramas que vivi. Percebi, então, que era normal ter crises, mesmo em superproduções. Foi um alívio e também um alerta. Que profissão é esta que estou me metendo? Haja coração!
por Laís Bodanzky
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