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Plano e contraplano

As embaixadoras da Palestina e de Israel comentam Paradise Now, a história de dois rapazes prestes a realizar um atentado em Tel Aviv

Plano e contraplano

Por Redação

em 17 de janeiro de 2007

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Paradise Now retrata com propriedade e humanidade a vida e conflitos dos palestinos nos territórios ocupados por Israel. Por meio da amizade de dois rapazes palestinos, recrutados para realizar um ataque em Tel Aviv, vemos imagens de casas destruídas, do desespero da população civil, dos sons dos ataques da Força de Ocupação e da nítida falta de sonhos e esperança dos jovens. Do contrário, por que estariam dispostos a sacrificar suas vidas? A personagem Suha espelha a opinião da maioria dos palestinos, que condenam atos de violência e de retaliação contra civis como meios de lutar contra a ocupação. As cenas do filme deixam clara a contradição entre a vida dos israelenses, normal e com momentos de diversão, e a vida do povo ocupado, os palestinos, dura e sem esperança. A obra propõe a reflexão de que a ocupação deve acabar, pois fere ambos os povos. Além disso, os israelenses que assistem à produção têm a chance de perceber seu papel e suas responsabilidades sobre os atos do Estado de Israel. [Mayada Bamie, embaixadora da Palestina no Brasil]

O filme Paradise Now é uma ficção que tenta explicar, e talvez legitimar, um ataque terrorista suicida em Tel Aviv. Eu recomendo que assistam também ao documentário Vítima 17, do diretor David Ofek, que mostra a verdadeira tragédia de um atentado ocorrido em 2002, que resultou na morte de 17 civis israelenses. Alguns acreditam que a pobreza, o desespero e o ódio causam o terrorismo, mas, na verdade, o terrorismo causa o ódio, o desespero e a pobreza, além de fechar as portas para a paz entre palestinos e israelenses. Nos últimos anos, os atentados terroristas causaram a morte de mais de 1000 civis israelenses. Essa triste realidade é resultado da campanha de ódio que uma parte da liderança palestina propaga contra Israel. O atual governo, liderado pelo Hamas, acredita no terrorismo como arma legítima para destruir Israel. Nós acreditamos que a maioria dos palestinos deseja viver em paz com Israel. Isso será possível quando certos líderes pararem de promover e glorificar o terrorismo. Nesse dia, a paz estará mais próxima. [Tzipora Rimon, embaixadora de Israel no Brasil]

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