Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Por Carlos Reichenbach Sou daqueles que vai ao cinema como quem vai a uma igreja, não a um puteiro. Para começar: silêncio absoluto e respeito ao outro. Auditório do Gugu nunca gostei, mesmo nos meus filmes. Ou talvez, só nos meus filmes… Lembro de ter mandado, no Iguatemi, uma senhora burguesa tomar no cu porque ela começou a bater papo no celular durante Orfeu, de Cacá Diegues… A mulher foi chamar o gerente e quem acabou expulsa da sala foi ela – os outros minguados espectadores resolveram reclamar também. Nessas horas nada melhor que um palavrão daqueles bem cabeludos: ofende mais que porrada! Outra solução fabulosa e eficiente, praticada com maestria por um amigo apelidado de Mr. Methano, é soltar uma peidorreta, com a boca ou (se houver ventosidade canalizada) pelos anais competentes, bem sonora e fedida. Não fica nenhum chato por perto durante a sessão inteira. É verdade que essa estratégia exige uma enorme cara-de-pau, mas que é batata, isso é. Deixando de lado os vôos saudosistas das sessões domingueiras, lotadas e falantes, dos cinemas do interior, a verdade é que essas salas de shopping são um porre – menos pelos babacas que falam alto, conversam em celular e metem o pé sujo na poltrona da frente – mas sobretudo pelo fedor de pipoca de manteiga rançosa. Melhor liberar os fumantes de vez! Por essas e outras, tenho trocado o cinemão pelo meu cineminha particular, minha sala Mario de Andrade, com 2 lugares, dentro do meu quarto e em companhia dos meus dois cachorros brancos – ainda mais depois de ter descoberto, recentemente, o acervo da Vídeo Factory, o mais completo do Brasil (www.factoryvideo.com.br). Show.

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