por Kátia Lessa
Trip #182

Introspectivo, Ney Matogrosso lança ”Beijo Bandido” e dá três dicas legais de cultura

O vestuário do show reflete o espírito do trabalho. Ocimar Versolato assina o figurino e a direção de arte do álbum. O estilista deixou os brocados de lado e caprichou no terno cinza, sóbrio, com forro vermelho, provocante. Assim é também Beijo bandido. Conduzido pelo quarteto formado por Leandro Braga (piano), Ricardo Amado (violão e bandolim), Lui Coimbra (cello e violão) e Felipe Roseno (percussão), Ney Matogrosso lança seu set acústico. “Inicialmente, achei que seria um disco de músicas românticas, mas depois de pronto me dei conta de que é um álbum pop, de canções brasileiras.” Para escolher as músicas, Ney misturou faixas de shows antigos, algumas até já gravadas, como “As ilhas” (Piazolla/Geraldo Carneiro), com outras que queria cantar há tempos, como “Medo de amar” (Vinicius de Moraes). O disco também tem uma música inédita. “Um compositor, o Junior Almeida, me entregou uma fita em Maceió, quando eu estava fazendo a turnê de Inclassificáveis por lá. Gravei então ‘A cor do desejo’.” Por aqui, Ney revela suas dicas.

 

Toni Platão
Ele é o artista mais instigante da atualidade, sobretudo no palco, como mostra no show Pros que estão em casa.

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Ponto enredo
O CD do Pedro Luis e a Parede, lançado ano passado, é uma boa dica. Acompanho os músicos desde 1997, quando lançaram o primeiro disco. Quem me apresentou o grupo foi o letrista Ronaldo Bastos. Dividimos um projeto chamado Vagabundo, em 2004. O disco novo é muito interessante.

Deus é química
Primeiro texto de Fernanda Torres para o teatro, em cartaz no Rio de Janeiro. Tem ainda Luiz Fernando Guimarães, Francisco Cuoco e Jorge Mautner no elenco, além da Fernanda.

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