apresentado por Santander

A construção do Amanhã com patrocínio do Santander, Museu no Rio de Janeiro, completou um ano e já se consolidou como ponto turístico da cidade

Quem somos? De onde viemos? Onde estamos? Essas perguntas movem a humanidade desde que surgimos na Terra, há cerca de 200 mil anos. O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, convida os visitantes a se debruçarem sobre essas questões e a responderem uma pergunta fundamental: “Como queremos ir?”.

Inaugurado para o público em dezembro de 2015, o Museu do Amanhã é fruto de anos de idealização. As primeiras conversas para a criação de um museu de ciência como símbolo da revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro datam de 2008.

“A princípio, queríamos fazer um museu de ciências no Rio de Janeiro”, explica Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho. Depois, surgiu a proposta de olhar para o amanhã, nesse contexto de discussões sobre aquecimento global e escassez de recursos naturais. “Chegamos à ideia de fazer um museu de ciências que trata desse momento da trajetória da civilização humana e que pergunta que possibilidades de futuro a gente deseja construir para nós, para nossos netos e filhos”, diz Barreto.

Iniciativa da Prefeitura do Rio, o museu foi concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho. O Banco Santander é um dos patrocinadores. O edifício tem 15 mil metros quadrados numa área total de 34,6 mil metros quadrados do Píer Mauá. O espanhol Santiago Calatrava foi escolhido para o projeto por sua arquitetura icônica e associada a formas da natureza. “A arquitetura do Calatrava faz toda diferença. Foi um prédio construído especialmente para este local e encanta pela imponência, pelo desenho, pela funcionalidade”, destaca Ricardo Piquet, diretor-geral do Museu do Amanhã.

Admirador de Niemeyer e de Burle Marx, Calatrava teve a ideia inicial do museu ao observar a natureza. “Ele olha as bromélias, tem essa inspiração – se você botar as bromélias deitadas, elas lembram as formas do Museu do Amanhã – e começa a desenhar com pincéis, com guache”, conta Barreto. Calatrava fez mais de 600 aquarelas ao longo do processo de criação do Museu do Amanhã. O compromisso com a sustentabilidade está já na arquitetura.

O edifício tem 5.492 placas para captar energia solar. Além disso, há captação de água da Baía de Guanabara, que serve para abastecer os espelhos-d’água e para o sistema de refrigeração. Após o uso, ela é devolvida mais limpa ao mar.

Um ano de amanhã

Em 2016, primeiro ano de vida do Museu do Amanhã, cerca de 1,4 milhão de visitantes passaram pelo local, o triplo do que havia sido previsto pela Prefeitura. Segundo um levantamento da instituição, feito em agosto, o espaço conquistou um público bem variado, inclusive pessoas que não costumam visitar museus. De 2.640 entrevistados, 12% jamais haviam entrado em um museu. “Foi uma experiência muito rica receber pessoas de diversas idades e classes sociais”, afirma Piquet. O ano também foi de reconhecimento. O Museu do Amanhã levou o prêmio britânico Leading Culture Destinations Awards, que elegeu a instituição carioca como O Melhor Novo Museu do Ano. No Brasil, foi o lugar mais fotografado no Instagram.

Para dar um impulso ainda maior à experimentação, o Laboratório de Atividades
do Amanhã teve mais de 150 atividades ao longo do ano. O setor promove a participação científica, artística e tecnológica, por meio de palestras, encontros, exposições e uma residência criativa. Em 2016, mais de 4 mil pessoas tiveram a oportunidade de interagir com profissionais de instituições como o MIT (EUA), Science Museum (UK), Bartlett School of Architecture (UK) e Waag Society (Holanda).

Em 2017, o Amanhã segue longe. Em janeiro, foi inaugurada a exposição temporária Milênios cósmicos: cartas celestes para os próximos 100 mil anos. A mostra, em cartaz até 7 de maio, se baseia no fato de que as constelações de hoje são bem diferentes dos padrões que nossos ancestrais viam há milhares de
anos. Nesta exposição, há telas com previsões para o cosmos, com um toque artístico. Como será daqui para a frente? Essa é a pergunta.

“Em 2016, fechamos o ano com todas as metas vencidas para pensar em 2017. O plano é fazer bem-feito, fazer melhor, a gente quer que as pessoas tenham uma boa experiência”, diz Piquet. Vida longa ao Amanhã.

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