Gaby Amarantos
A musa do tecnobrega conta que foi expulsa da igreja pelo seu excesso de animação
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Gaby Amarantos é uma das mais interessantes, talentosas e improváveis revelações da música brasileira atual. Nascida na periferia de Belém, no Pará, ela começou a cantar ainda adolescente em uma igreja de Jurunas, bairro onde cresceu e onde vive até hoje, passou a apresentar um repertório de MPB em bares da cidade, até que em 2002, fundou a TecnoShow, banda que comandou durante 8 anos e que alavancou a sua carreira. Hoje, ela já é a rainha do tecnobrega, a Beyoncé do Pará e o maior expoente da quente cena da música pop paraense. No Trip FM desta semana, recebemos essa artista que está na revista Tpm de dezembro, numa entrevista muito bacana nas Páginas Vermelhas.
“Quando eu cantava na Igreja, essa coisa do movimento carismático era muito reservada. E eu já achava que eu tava na festa de aparelhagem eletrônica, já falava: ‘levanta o braço, galera!’, essas coisas”, ela ri, brincando com o passado na música sacra, muito diferente do clima das mais populares festas de música do Pará.
“Por isso o pessoal do coral chegou e falou: ‘nós vamos afastar você, porque não vai dar certo você aqui’. Aí no mesmo dia que me afastaram, eu fui num barzinho afogar as mágoas em um sorvete e encontrei um cara que eu conhecia tocando violão. Ele me mandou um bilhetinho perguntando se eu queria dar uma canja e perguntando se eu não cantava um brega. Assim eu comecei e não parei mais.”
Quando o assunto é futuro, a cantora nem pestaneja antes de dizer que se encontrou dentro da música. E ela usa o argumento de ninguém menos que Fernanda Montenegro, ícone maior das artes dramáticas do Brasil, para falar sobre seu amor pelo palco.
“Eu penso em cantar sempre. Eu vi a Fernanda Montenegro falar uma coisa que me deixou muito emocionada. Se você quer entrar na vida de artista, desista. Se você não conseguir viver sem isso, volte. É assim que me sinto. Eu não consigo parar de cantar”
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