Ele nasceu em 1951 no Rio de Janeiro.
Aos 20 anos, depois de descobrir sua afinidade com a poesia de Oswald de Andrade e em plena ditadura militar, lançou o livro Muito Prazer, Ricardo, um livreto que teve algo em torno de 100 cópias e que foi distribuído de mão em mão.
Nos anos seguintes colaborou com a revista Navilouca, concebida por Torquato Neto e Waly Salomão, integrou o grupo de poetas Nuvem Cigana, que chacoalhou a produção cultural carioca na década de 70, se formou em jornalismo pela UFRJ, escreveu peças de teatro, trabalhou com o Grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, que tinha entre seus integrantes Luis Fernando Guimarães, Evandro Mesquita, Regina Case, entre outros, teve seus poemas musicados por algumas das bandas mais importantes do Brasil, foi cronistas de grandes jornais e até de roteirista da Rede Globo ele atacou.
Tudo isso sem deixar a produção poética de lado, tendo escrito mais 10 livros nesse ínterim. Estamos falando de Ricardo de Carvalho Duarte, mais conhecido como Chacal, considerado o papa da poesia marginal, expoente máximo da geração mimeógrafo e que acaba de ter sua obra reunida pela editora Cosac Naify na coletânea “Belvedere”.
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