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Esta semana eu estava conversando com uma amiga colombiana sobre a falta de cor nas comidas daqui. Longe de mim viver com saudades de pão-de-queijo ou reclamar da comida daqui. até porque ela é ótima! O que muda, no entanto, é o jeito de comer.
Explico: para nós que adoramos fazer do nosso prato uma alegoría de escola de samba na fila do quilo, pode resultar um pouco sem graça ir a um restaurante argentino. Os pratos quase sempre são compostos por duas coisas (bife, peixe e frango com purê de batata ou batata frita) e fica aquela sensação de que está faltando alguma coisa.
No meu trabalho as pessoas sempre estranham as minhas combinações. Outro dia comprei uma tortinha de abobrinha com um pouco de salada de maionese, rúcula e cenoura e a minha chefe falou: – “Ai, que combinação estranha”.
Enfim.
Voltando à minha amiga colombiana, nesse dia ela também dizia sentir saudades dos pratos super coloridos com frijoles (feijão), plátano (banana) e aguacate (abacate) do seu país. Quando um outro amigo, argentino, disse: – “Isso não é um prato de comida, é um prato de carnaval”.
Dizem que a gente é o que a gente come, né?
Taí. Adorei a definição.
Ps.: O prato de carnaval que ilustra o post é fruto de um almocinho de sábado entre amigos. Com destaque para o arroz preto de Pinhamonhangaba e para a farofa de Itapevi!
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