Um dia histórico
A Argentina condenou à prisão perpétua 12 responsáveis por tortura, sequestro e assassinato durante a ditadura militar
'Anjo Loiro da Morte' pelo telão / Créditos: AFP
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Esta semana a Argentina viveu um momento histórico. O oficial da Marinha Alfredo Astiz e outros 11 acusados foram condenados à prisão perpétua por crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura militar argentina – que durou de 1976 a 1983 e foi responsável pelo desaparecimento de nada menos do que 30 mil pessoas.
“Anjo Loiro da Morte” era o apelido de Astiz, quem se infiltrava em reuniões político-estudantis para delatar as pessoas ao governo militar. O X-9 e os outros 11 acusados foram responsáveis pelo sequestro, tortura e assassinato de quase 5 mil pessoas (incluindo mulheres grávidas e bebês recém-nascidos).
Dentre as vítimas do “anjo” estavam duas freiras francesas, fundadoras do grupo Madres de Plaza de Mayo e o jornalista Rodolfo Walsh, autor do livro Operação Massacre. Para se ter uma ideia, em 1998 Astiz disse, todo orgulhoso em uma entrevista, que era “o melhor homem da Argentina para matar jornalistas e políticos”.
Punk hardcore.
É por isso que muitos argentinos saíram às ruas para festajar o julgamento, que foi transmitido ao vivo pela televisão. Este vídeo mostra a comoção das pessoas uma vez que a sentença foi lida.
Outra boa notícia é que o Brasil seguirá o exemplo dos hermanos: o senado brasileiro aprovou, por unanimidade, a criação de uma Comissão da Verdade para investigar os crimes cometidos durante a ditadura militar. Como diz o título desta matéria do jornal Página/12, é o Brasil recuperando a sua memória!
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