por Mariana Perroni

Por mais que sejam bem intencionados, os amigos e familiares não oferecem uma ”ajuda que realmente ajuda” quando alguém é diagnosticado com câncer

Quando alguém é diagnosticado com câncer ou alguma outra doença grave, geralmente há uma comoção: não faltam flores ou amigos e conhecidos com a clássica frase "se precisar de algo, é só me chamar".

Por mais que sejam bem intencionados, os amigos e familiares não oferecem uma "ajuda que realmente ajuda". Quando você se dá conta, há sete arranjos de flores apodrecendo na entrada de casa e você não faz super mercado há uma semana e não buscou seu filho na escola porque perdeu a hora cuidando de seu ente querido e debilitado, o que é uma atividade desgastante e que consome não só o tempo, mas também o emocional do cuidador.

E foi essa constatação, juntamente com a experiência de cuidar de sua mãe (diagnosticada com um avançado câncer de mama) que levou Yael Cohen a desenvolver um aplicativo para isso: o StandWith.

Nele, o cuidador oficial cria um grupo com para todas as pessoas que quiserem ajudar, categorizando-as em familia, amigos ou conhecidos (porque há informações que só se quer dividir com a família, por exemplo).

Uma vez que o grupo está formado, o cuidadore pode solicitar ajuda de uma pessoa específica ou quem estiver disponível para diversas tarefas: pegar as crianças na escola, ir ao supermercado, comprar algum remédio na farmácia, etc. Tudo enviado por meio de notificações por push que aparecem no celular dos amigos, familiares e conhecidos.

Se ninguém aceitar o pedido de ajuda, ela fica vermelha. Se alguém estiver atendendo a solicitação, ela fica amarela. E, uma vez completa, se torna verde.

Virei partidária da idéia instantaneamente e te encorajo a espalhar a idéia para quem está nessa situação. Mas só se você quiser ajudar *de verdade*.

standwith.com

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