Sobre impulso e libertação
A jornalista Daniela Kopsch decidiu que o guarda-roupa ideal cabe em uma mala. Das 200 peças que possuía, manteve 50.
Créditos: Arquivo pessoal
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Daniela, 28 anos, notou que tinha alguma coisa errada nas contas do seu cartão de crédito. Havia um furo em seu orçamento e ele tinha endereço certo: seu guarda-roupa. “Nosso hábito de consumo nos boicota, gastamos com itens que não damos valor e aí falta grana para fazer aquilo que realmente queremos.” Seguiu então a onda do armário – cápsula, a mesma da americana Caroline, do blog Un-fancy, e da pioneira Susie Faux, londrina dona da marca Wardrobe, que em 1970 usou o termo pela primeira vez.
Fez, então, uma limpa no guarda-roupa e deixou só o que realmente usava. O resultado cabe em uma mala média: “E ainda sobra espaço para os sapatos”. Em julho foi além, se comprometeu a ficar um ano sem comprar roupa. “Passamos décadas criando o hábito de consumo que temos hoje e certamente não vamos nos livrar dele do dia para a noite, mas é necessário dar um primeiro passo.”
O processo do consumo consciente passa também pela escolha do que comprar. “Valorizo as peças que foram feitas por amigas, me preocupo com as condições em que as roupas foram produzidas.”
Todo o desafio Daniela conta em seu blog Less Is The New Black. “Entender como funciona o seu impulso e aprender a desativá-lo é libertador. Permite que você se dê conta do que há por trás da sua decisão de compra e como isso afeta outras pessoas e o planeta.”
Vai lá: lessisthenewblack.com.br
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