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por Natacha Cortêz

Adelaide Ivánova escreve como fotografa, ou fotografa como escreve. Agora, ela lança um e-book de poesias

As fiéis “leitorinhas” de Vodca Barata, o blog de Adelaide Ivánova, já sabem: a recifense não fotografa apenas com as máquinas fotográficas, mas ainda com as palavras. Isso mesmo. Afinal, através delas também é possível construir cenários, personagens, quase que materializar imagens da memória. E é mais ou menos assim que Ivi faz quando as usa.

Em Polaróides – E negativos das mesmas imagens, e-book lançado pela novata Cesárea Editora – que propõe publicar livros para se ler online -, Ivi traz um apanhado de poemas, fragmentos e crônicas mostradas nos últimos anos no Vodca e no Suplemento Pernambuco, caderno cultural do Diário Oficial do estado; além de alguns textos inéditos. Nenhum deles acompanhado de imagens, pelo menos à primeira vista.

No livro, pensamentos de quem se perdeu e se achou (nos perdendo e nos levando junto) por lugares como Berlim, São Paulo, Buenos Aires e Recife, sua cidade natal tratada com o carinhoso olhar assombrado de uma retirante, que não para de enviar cartões postais para o ponto de partida.

Como se trata de um trabalho no qual o texto é imagem, o projeto gráfico não traz qualquer foto. “Buscamos, para ilustrar o processo, falhas que encontramos às vezes quando imprimimos uma folha de papel. Uma ironia com o fato de se tratar de um e-book”, conta Schneider Carpeggiani, um dos criadores da Cesárea.

“Esses dias meu professor de design me perguntou por que eu estava de batom vermelho às 9 da manhã. Respondi: porque a vida tem sido dura, e essa é minha vingança” - trecho de tarkovsk., um dos poemas do e-book.

Por e-mail, Ivi falou com a Tpm.

Existe alguma medida de aproximação entre a sua escrita e suas fotos? Eu nem penso em aproximação porque não existe separação. Eu fico agoniada com alguma coisa e preciso resolvê-la. Tem coisa que resolvi com fotografia, outras com a escrita ou às vezes asso um bolo e a agonia passa.

Esse livro é um resumo de boa parte do que você já escreveu. Que história ele, na verdade, estaria contando? Não tem história, mas também não sei se essa é a resposta certa. Eu acho não haver história, mas possa ser que tenha, só eu que não vi. Eu ia ficar triste com Virginia Woolf se ela dissesse que Mrs. Dalloway é a história de uma mulher que só sabe de dar festas. Todos sabemos que Mrs. Dalloway não é história de nada, e ao mesmo tempo é de tudo. É a vida vivendo. Pronto, taí a resposta: o livro não tem história, é a vida vivendo.

Muitos dos textos presentes no livro foram postados como confissões, a partir de que ponto podemos pensar que Polaróides é real ou ficcional, ou não é possível fazer essa separação? É tudo real, o que não significa que tudo tenha acontecido. Às vezes não acontece nada, e a pessoa precisa continuar existindo, escrevendo.

Vai lá: para todas as plataformas de leitura on-line, Polaroides – E negativos da mesma imagem custa
R$ 7, www.cesarea.com.br/produto/polaroides

Abaixo, um teaser de Polaróides:

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