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6 mulheres que estão mudando o rumo das políticas climáticas

Nem só de homens engravatados se faz uma COP. Ainda que eles sejam maioria, políticas, economistas, biólogas e ativistas do Brasil e do mundo têm liderado soluções para a crise climática

As mulheres que podem mudar o futuro: políticas, economistas, biólogas e ativistas do Brasil e do mundo têm liderado soluções para a crise climática na COP30

As mulheres que podem mudar o futuro: políticas, economistas, biólogas e ativistas do Brasil e do mundo têm liderado soluções para a crise climática na COP30


Por Camille Mello

em 14 de novembro de 2025

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Quando a gente vê as imagens das mesas de negociação da COP 30, que começou oficialmente nesta segunda-feira (10) em Belém (PA), dá pra contar nos dedos quantas mulheres estão ali. Mas elas estão presentes – e têm feito muito pelo futuro do planeta. Cientistas, políticas, diplomatas e lideranças indígenas vêm criando soluções para a crise climática em diferentes partes do mundo.

Segundo a ONU, mulheres e meninas são as mais afetadas pelas mudanças climáticas, principalmente porque representam a maioria da população pobre do mundo, que é altamente dependente dos recursos naturais locais para sobreviver. Estima-se que 4 em cada 5 pessoas deslocadas pelos impactos climáticos sejam mulheres e meninas. Por isso, a igualdade de gênero precisa estar no centro das decisões.

Uma das missões da COP30 é justamente renovar o Plano de Ação de Gênero (GAP, na sigla em inglês), criado em 2014, para garantir que as políticas e soluções climáticas considerem a perspectiva das mulheres.

Conheça algumas das mulheres que estão mudando o rumo das políticas climáticas no Brasil e no mundo.

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As mulheres que podem mudar o futuro: políticas, economistas, biólogas e ativistas do Brasil e do mundo têm liderado soluções para a crise climática na COP30
Marina Silva / Fotos: Divulgação / Reprodução

Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Sob a liderança de Marina, o desmatamento na Amazônia caiu ao menor nível dos últimos 11 anos, segundo dados divulgados no final de outubro pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além disso, o Fundo Amazônia, que capta doações de governos estrangeiros e de empresas nacionais e internacionais para financiar projetos de conservação e uso sustentável das florestas, foi reativado e bateu recorde histórico em 2025, com R$ 1,19 bilhão aprovados.


As mulheres que podem mudar o futuro: políticas, economistas, biólogas e ativistas do Brasil e do mundo têm liderado soluções para a crise climática na COP30
Jacinta Ardern / Fotos: Reprodução/Divulgação

Jacinda Ardern, enviada especial da Oceania na COP30

Aos 37 anos, ela se tornou a primeira-ministra mais jovem da história da Nova Zelândia. Durante seus dois mandatos, entre 2017 e 2023, foi autora de uma lei que compromete o país a zerar suas emissões de carbono até 2050, criou programas de energia limpa e defendeu a incorporação de saberes indígenas nas políticas ambientais. Agora, além de participar da COP 30 em Belém, ela está lançando no Brasil o livro Um tipo diferente de poder: Memórias de uma líder humanista, em que conta como conciliou o governo com a maternidade.


As mulheres que podem mudar o futuro: políticas, economistas, biólogas e ativistas do Brasil e do mundo têm liderado soluções para a crise climática na COP30
Mia Amor Mottley / Fotos: Divulgação/Reprodução

Mia Amor Mottley, primeira-ministra de Barbados

Ela foi a primeira mulher a chefiar a ilha do Caribe, que se tornou uma república durante seu governo, em 2021, rompendo formalmente os laços com a monarquia britânica. Sob sua gestão, Barbados estabeleceu metas ambiciosas: eliminar o uso de combustíveis fósseis até 2030 e garantir que a maioria das casas da ilha conte com painéis solares e carros elétricos.


As mulheres que podem mudar o futuro: políticas, economistas, biólogas e ativistas do Brasil e do mundo têm liderado soluções para a crise climática na COP30
Sonia Guajajara / Fotos: Reprodução/Divulgação

Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas

Primeira ministra dos Povos Indígenas da história do Brasil, Sonia luta para que a demarcação e a proteção das terras indígenas sejam incluídas nas metas climáticas do país. Graças à sua articulação, a COP 30 terá a maior participação indígena da história das Conferências do Clima.


As mulheres que podem mudar o futuro: políticas, economistas, biólogas e ativistas do Brasil e do mundo têm liderado soluções para a crise climática na COP30
Laurence Tubiana / Fotos: Divulgação/Reprodução

Laurence Tubiana, enviada especial da Europa na COP30

Economista e diplomata francesa, CEO da Fundação Europeia para o Clima, foi uma das idealizadoras do Acordo de Paris, no qual 195 países se comprometeram com metas para frear o aquecimento global. Em 2019, copresidiu a Convenção Cidadã pelo Clima da França, que reuniu 150 cidadãos para propor medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no país.


As mulheres que podem mudar o futuro: políticas, economistas, biólogas e ativistas do Brasil e do mundo têm liderado soluções para a crise climática na COP30
Alicia Bárcena Ibarra / Fotos: Divulgação/Reprodução

Alicia Bárcena Ibarra, ministra do Meio Ambiente do México

Bióloga e mestra em administração pública, Alicia coordenou um programa global da ONU voltado à cidadania ambiental e desenvolveu projetos com comunidades maias em Yucatán. Hoje, atua para que o México una desenvolvimento sustentável e justiça social.