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Cara, tem melhor definição para a atuação da Elza Soares do que tinindo-trincando? Pelo menos pra mim não tem, não. Nunca vou me esquecer da primeira vez que a vi ao vivo, foi no Sesc Vila Mariana com o show de “O cóccix até o pescoço”. A mina abriu espacate no palco e cantou uma música inteira assim. Pra usar um adjetivo super dito por mim aqui em Buenos Aires, “pantera” total.
E a cada vez que eu ouço mais histórias dela, a admiração não pára de crescer. Um exemplo quem me contou foi uma amiga, a Kari, quem produziu o trio elétrico no qual a Elza se apresentou no último carnaval de Salvador. A Kari tinha a missão de conseguir um trono digno de Elza Soares para que a mesma fosse sentadinha mas ela não quis nem saber: se levantou e bancou a avenida inteira requebrando sem parar.
E, bem, amanhã é dia dela se apresentar para os portenhos no palco do ND/Ateneo. Se você, assim como eu, for fã dela, corre lá pra comprar ingresso porque ainda tem e COM CERTEZA vai valer a pena.
Quer ir lá?
ND/Ateneo
Paraguay 918, Microcentro
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