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Cinema brasileiro feito por mulheres: 6 diretoras para explorar no Tela Brasil

A plataforma de streaming do governo federal chegou com 555 obras gratuitas. A TPM foi lá e separou as diretoras que você não pode perder

Frame de "A Hora da Estrela", de 1985

Frame de "A Hora da Estrela", de 1985 / Créditos: Reprodução


em 16 de junho de 2026

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Lançado em 30 de maio, durante o Rio2C, o Tela Brasil é a primeira plataforma pública de streaming dedicada ao audiovisual brasileiro. Gratuita, sem assinatura ou publicidade, estreou com 555 obras produzidas entre 1910 e 2025, incluindo curtas, longas, séries e documentários. O acesso é pelo site telabrasil.cultura.gov.br, com login da conta Gov.br.

A Tpm aproveitou o vasto catálogo para montar uma lista com obras dirigidas por mulheres que você precisa conhecer, ou rever.

1. A Hora da Estrela (1986), de Suzana Amaral

Frame de "A Hora da Estrela", de 1985
Frame de “A Hora da Estrela”, de 1985 / Créditos: Celina Barbi

Clássico absoluto. Baseado na obra-prima de Clarice Lispector, acompanha Macabéa, uma nordestina perdida no caos de São Paulo. Marcélia Cartaxo ganhou o Urso de Prata em Berlim pelo papel.

2. O Órfão (2018), de Carolina Markowicz

Pôster de "O Ófão", de 2018
Pôster de “O Órfão”, de 2018 / Créditos: Celina Barbi


Curta-metragem vencedor da Queer Palm em Cannes. Baseado em fatos reais, conta a história de um menino adotado e logo depois devolvido ao orfanato por ser gay. Desconfortável do jeito certo.

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3. Divinas Divas (2017), de Leandra Leal


Retrato da primeira geração de artistas travestis a brilhar nos palcos brasileiros nos anos 1960. Urgente e necessário.

Pôster de "Divinas Divas", de 2017
Pôster de “Divinas Divas”, de 2017 / Créditos: Celina Barbi

4. Quase Dois Irmãos (2004), de Lúcia Murat


Um mergulho no contexto do surgimento do Comando Vermelho, atravessado por amizade, classe e política. Um dos melhores filmes brasileiros dos anos 2000.

Pôster de "Quase Dois Irmãos", de 2004
Pôster de “Quase Dois Irmãos”, de 2004 / Créditos: Celina Barbi

5. Tia Ciata (2017), de Raquel Beatriz e Mariana Campos


Apresenta a figura central da consolidação do samba como o conhecemos hoje. Para quem quer entender de onde vem o que a gente chama de cultura brasileira.

Pôster de "Tia Ciata", de 2017
Pôster de “Tia Ciata”, de 2017 / Créditos: Celina Barbi

6. Espero tua (re)volta (2019), de Eliza Capai


Documentário sobre as ocupações do movimento estudantil que ganhou força em 2015. Vencedor do Prêmio Anistia Internacional e do Prêmio da Paz na Berlinale. Assistir hoje, com o que veio depois, é uma experiência à parte.

Pôster de "Espero Tua (Re)volta", de 2019
Pôster de “Espero Tua (Re)volta”, de 2019 / Créditos: Divulgação

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