
Em A Ditadura da Moda, a repórter especial da Tpm, Nina Lemos, conta a história de uma filha de guerrilheiros, criada para ter uma ideologia
Não sei como tudo começou. Mas sei que fiz, há uns dois anos, uma reportagem para a Tpm sobre mulheres que participaram da luta armada contra a ditadura militar. Depois, um dia, o avião parou no meio da pista do aeroporto Tom Jobim por problemas técnicos (ainda bem que não foi no ar). Peguei um papel e comecei a escrever. Não sabia que ali nascia o meu primeiro romance, A Ditadura da Moda.
A ideia que me veio dentro do avião foi contar a história de uma filha de guerrilheiros, Ludimila Correia, criada para ter muita ideologia, que cresce e vira editora de moda. E mais, passa a ser uma menina que DITA MODA. Um tempo depois lembrei das palavras de ordem das passeatas (sim, eu fui no comício das Diretas) e pensei o que aconteceria se aquela garota começasse a ouvir as palavras de ordem o tempo todo, como se fossem as vozes que os esquizofrênicos ouvem.
Não é um livro sobre o mundo da moda tipo O Diabo Veste Prada. Tem umas críticas ao mundinho, sim, mas o que importa é a história dessa adorável menina perdida que é minha filha. Tem 120 páginas e dá para ler em uma noite.
Vai lá: A Ditadura da Moda, de Nina Lemos, ed. Conrad, R$ 27,90
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