por Teca Lobato

A wakeboarder Teca Lobato conta como foi chegar às finais nos jogos sul-americanos

Hoje é o dia das eliminatórias do wake. Só para lembrar: cada país tem apenas uma vaga na final. Então, independentemente do nível, só passa quem for o melhor. Isso contribuiu para que o dia começasse tenso. Eu e a Camila [Ortenblad] – as duas representantes do Brasil no wake feminino – teríamos que competir uma contra a outra, coisa que não queríamos que acontecesse.

Eu sabia que não ia ser fácil. A Camila vem dando trabalho... Eu precisava andar muito bem para conseguir passar. “Para melhorar”, ainda perdemos o café da manhã. O negócio, então, era começar a preparação para a categoria feminina, que abriu a modalidade de wake nos jogos. Apareceram competidoras da Argentina, do Brasil, da Colômbia, do Peru e do Equador. Muitas andando muito bem e botando pressão – como a argentina Roberta Rendo.

Ficar de cabeça para baixo foi o mais leve que eu e Camila fizemos para nos preparar para entrar na água. Aquecimento feito, categoria rolando. Eu comecei bem, mas caí no meio da minha primeira passada, o que me deixou com o sangue no olho. Na volta, já recuperada, acertei minhas melhores manobras. E o esforço foi recompensado: passei! Fiquei muito, muito feliz em saber disso. Eu estava  nas finais! Nossa, que sensação indescritível!

O Marreco andou muito bem, todas as manobras muito altas e na base. O Marito [Mário Manzolli], que também andou muito, ficou em terceiro. Mas, por causa da nova regra, acabou sendo eliminado.

O fim de tarde foi para comemorar! Como? Com doce, claro! Voltamos ao restaurante do dia anterior, Crepes e Waffles,  para pesquisar o extenso cardápio e atacar os doces. Quando voltamos ao hotel, boa parte dos atletas se reuniu no salão de jogos para uma competição bem mais amistosa. Enquanto eu e mais alguns gatos pingados estávamos concentrados na sinuca, atletas do ski e do wake se misturavam aos técnicos de diversas delegações, aos pais e aos treinadores, para um pingue-pongue coletivo mucho loco.

Finalizamos o dia no píer da competição, ouvindo músicas caribenhas estranhas e tirando muitas fotos para inúmeras câmeras. Amanhã será dia de descanso para o wakeboard, mas também a final de esqui slalom e figuras! Vamos torcer muito pelos brasileiros Felipe Neves e Juliana Negrão, do slalom, e Rafael Negrão,  do slalom e figuras!

 

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