Diário da Teca – 2° dia
A wakeboarder Teca Lobato conta seu dia a dia nos jogos Sul-americanos de Medellín
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Acordamos e decididos: iríamos a Medellín fazer turismo. Mas tudo depois de tomar o café, tentar fotografar as metralhadoras dos vários soldados que fazem ronda dia e noite, passear pela academia do hotel e treinar muito. (Aproveitaríamos os créditos de tempo doados pelos atletas do esqui e o treino seria mais intenso do que o normal: partindo para a brutalidade, como loucos, na pequena marolinha do barco de ski.)
Eram quase 4 horas da tarde e, mesmo que muito cansados, continuamos querendo conhecer Medellín – apesar de saber que teríamos pouco tempo para isso. Llamamos um táxi e partimos para a cidade sede dos jogos. O lugar onde estamos hospedados fica a 2.125 metros de altitude e a aproximadamente 40 minutos de distância de Medellín. Para chegar até lá, passamos por curvas bem sinuosas e uma vista surpreendente das montanhas.

A primeira parada foi a praça de Botero. E, no caminho, vivenciamos o horário de pico de Medellín, no centro da cidade. Tiramos fotos com as esculturas mais famosas do artista e tivemos nosso dia de estrela: uniformizados, frequentemente éramos surpreendidos por olhares curiosos e, de vez em quando, dava para ouvir “Kaká, Ronaldinho! Brasile”! Tudo misturado a buzinas, carros e, de repente, todo mundo correndo atrás de um ladrão.
Estávamos passando mal de fome. Sentamos no primeiro restaurante que apareceu na nossa frente e, depois de receber os cardápios e escolher com dificuldade os pratos em espanhol, ficamos sabendo que a cozinha já tinha encerrado o expediente. O taxista muito louco que estava nos acompanhando, quase atropelou uns três, mas salvou nosso dia quando nos apresentou a um restaurante no topo da cidade com ótimas comidas, o Angus.
Como só vamos competir no domingo e na segunda-feira, temos nosso dia de folga amanhã e, por isso, aproveitamos para prolongar a noite com uma passada no quarto das argentinas. Mas a noite durou muito mais tempo no nosso quarto recapitulando a loucura da cidade que conhecemos.
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