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Os reclamões que me desculpem, mas resmungar por aí que todas as mulheres são loucas, olhando para baixo, enquanto entornam um copo de cerveja atrás do outro, além de ser reducionista, não leva a lugar nenhum.
Sim, as mulheres são um pouco loucas. Isso está dado há milênios.
Já tentaram nos transformar em bruxas para alimentar fogueiras; já tentaram nos transformar no sexo frágil para uma domesticação indoor, e… nada. Seguimos igualmente loucas e necessárias.
E além do mais, de perto, nenhuma é tão doida assim – tá, algumas são, mas só algumas. Mas a maioria é contornável, reciclável e multiplataforma. É muito fácil dar duas lambidinhas, torcer o nariz e soltar: “Ah, é louca!”. Chega mais perto, fica pra jantar, pergunta da família… Certeza que de dentro de um abraço somos mais normais do que o Instagram, o batom e as frases de efeito deixam parecer.
A loucurinha que fica é saudável. Algo que garante a emoção, a vida. E pra essa parte é preciso dar um desconto, afinal, somos o bucho da humanidade, um borbulhar de hormônios e arrimo de muitas famílias por aí. Você acha que é fácil?
Então para de reclamar e se aprofunda no assunto. Se pra você a mulherada parece uniformemente doida é porque você tá usando a lupa errada.
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