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Há tempos Jane Fonda não é Barbarella. E ela sabe disso. Aos 74 anos, a atriz consegue se transformar em um novo ícone: o da mulher que adora a própria velhice
Jane Fonda tinha 30 anos quando encarnou a astronauta Barbarella. Assim que o filme estreou, com a clássica cena do striptease em gravidade zero, a atriz se tornou um sex symbol absoluto. O ano era 1968, e Jane conseguia ser ainda mais sexy que a Barbarella original, criada pelo quadrinista Jean-Claude Forest.
Seria compreensível se a dona daquela beleza sofresse ao se despedir dela, quando a idade exigisse. Mas não foi o que aconteceu. Os anos passaram e a atriz, mesmo com um corpo impecável, não se esquivou das rugas. Seus projetos mais recentes são a prova dessa aceitação. Em outubro, ela estreia E se vivêssemos todos juntos?, comédia francesa sobre um grupo de idosos revoltados contra os ditames dos filhos e das casas de repouso.
Em novembro, lança no Brasil O melhor momento, livro de memórias e conselhos. Nele, além de contar passagens de sua vida – que inclui três casamentos conturbados, o suicídio da mãe e a luta contra um câncer de mama –, a atriz dá dicas de ginástica, alimentação, sexo e masturbação. Jane defende a tese de que a vida é dividida em três partes de 30 anos cada uma (até os 30, dos 30 aos 60, e as últimas décadas) e dá a esses ciclos o nome de “atos”. Como os do teatro, eles exigem “ensaios”.
Segundo a biógrafa Patricia Bosworth, há muito a aprender no estilo Jane Fonda de ver o mundo. “Ela é sex symbol, estrela de cinema, militante política [de esquerda, tendo apoiado o grupo Panteras Negras e se oposto à Guerra do Vietnã, o que lhe rendeu brigas com veteranos do conflito e até uma cusparada durante o lançamento de um livro], esposa, mãe e avó! É incomparável”, diz Patricia à Tpm. E é assim que, no próximo 21 de dezembro, enquanto tanta gente reclama de mais um ano “que passou voando”, Jane Fonda completa, alegre, 75 anos.
Assista ao trailer de E se vivêssemos todos juntos?
Vai lá: E se vivêssemos todos juntos? – estreia sexta, dia 12/10, no Rio e em São Paulo; O melhor momento, ed. Companhia das Letras, preço a definir
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