Sérgio Vaz
Organizador cultural na periferia de São Paulo
Por Redação
em 4 de dezembro de 2015
Foi o pai de Sérgio, 46 anos, que o ensinou a amar os livros. A casa humilde da periferia paulistana guardava estantes com obras da literatura estrangeira e nacional. O menino que cresceu sonhando em ser jogador de futebol acabou por tornar-se autodidata e descobriu o poder de transformação na literatura e, em especial, na poesia. Decidiu multiplicar sua experiência pessoal e criou os famosos saraus da Cooperifa no boteco do Zé Batidão, em Piraporinha, na zona sul de São Paulo. “A pessoa vai lapidando a poesia; e a poesia vai lapidando a pessoa”, explica Sérgio, sobre o efeito dos saraus na população local. Com um público que passa de 500 pessoas por noite, o evento atrai não só a comunidade local, mas também artistas, intelectuais e empresários de fora. Escritor, poeta e produtor cultural, Sérgio desenvolveu ainda o Cinema na Laje, que organiza exibições populares de filmes. “Transformar é não ter medo nem preguiça de arregaçar as mangas e meter a mão na massa. Eu lavo o chão do cinema do mesmo jeito que subo ao palco pra receber um prêmio da Trip. É despertar o sonho em quem não sabia o que era sonhar. É acender uma luz para iluminar o seu entorno, para que outro também acenda, e outro, e mais outro… Assim, a gente ilumina o bairro, depois a cidade, depois o país. Transformar é colocar em prática em vez de ficar pagando de coitadinho. É fazer na marra. Reclamar como sempre e agir como nunca.”
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