Frans Krajcberg
Artista plástico
Após perder a família nos campos de concentração durante a Segunda Guerra, o artista plástico polonês radicou-se no Brasil, onde denunciou queimadas e desmatamentos no Paraná e na Amazônia. Em Nova Viçosa (BA), local onde mora numa “casa na árvore” a 12 metros do solo, defendeu as tartarugas marinhas e postou-se em frente a um trator para evitar a abertura de uma avenida. Em suas gravuras e esculturas, utiliza materiais de origem mineral e vegetal, incluindo árvores resultantes de queimadas. Pretende criar a Fundação Frans Krajcberg para oferecer nova perspectiva aos jovens e criar uma identidade cultural na região onde vive.
“É a primeira vez que nós percebemos que o mundo está acordando para os perigos à boa saúde do planeta. Percebemos catástrofes cada vez maiores realizadas em nome da economia e do progresso. Parece que tudo é permitido. Salvar o mundo não é algo que se faz de um dia para o outro. Por isso precisamos promover maior conscientização da situação e educar a nova geração para barrar essa violência que a humanidade pratica. A Amazônia está sendo destruída barbaramente. As plantações de eucaliptos estão acabando com a água doce do solo. Assim, não só as florestas são destruídas, mas os seus verdadeiros habitantes, que são os índios, também estão sendo destruídos! É bem triste a realidade que nós vivemos…”
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