Por um novo sistema prisional

Aos 21 anos, Valdeci Ferreira visitou o presídio de Itaúna (MG), pela primeira vez, como parte de um trabalho social. “A situação de miséria e abandono e a presença de tantos jovens, como eu, atrás das grades me impactaram profundamente”, lembra.

Hoje, aos 47 anos, o advogado e teólogo é diretor-executivo da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), uma associação civil ligada à atuação das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). Estes são centros de reintegração social, que seguem uma metodologia criada em 1972, em São José dos Campos (SP). As unidades funcionam, basicamente, sem polícias militar e civil ou agentes penitenciários. Já os serviços – da manutenção das celas à guarda das chaves – são feitos por funcionários e reclusos, que cumprem pena ali.

Nas Apacs, conta Valdeci, o custo per capita é de um terço do gasto no sistema comum, a taxa de reincidência cai de 85% para índices inferiores a 20% e as fugas são reduzidas. Nos centros, não há rebeliões, atos de violência, drogas, corrupção ou superlotação. Os presos são obrigados a trabalhar e estudar.

O advogado se dedica a levar esse projeto humanizador para além das 50 unidades que funcionam em cinco estados do Brasil e fora dele – já são 23 países com unidades ou estágios experimentais. “Podemos afirmar com convicção que as Apacs são a revolução do sistema prisional.”

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