Um novo futuro pelo esporte

Quando era interno da Fundação do Bem-Estar do Menor do Rio de Janeiro, Sebastião Oliveira, 52, conheceu Izaías, seu  então professor: "Ele foi um mestre para mim. Aprendi o que devemos fazer com as pessoas: amar, unir, ajudar e dividir. Inclusão, de fato".

Pouco depois, Sebastião começou a trabalhar na instituição da qual foi interno e a fomentar o sonho de atrair jovens pelo esporte.

Já casado e morando na comunidade da Chacrinha, em Jacarepaguá, no Rio, vendo as crianças da favela sem perspectivas de uma vida melhor, interrompeu a construção da própria casa para criar, em 1998, o que até então era um sonho: a Associação Miratus de Badminton. Sebastião conheceu o esporte – parecido com frescobol – quando dava aula de educação física num colégio da cidade. Em 20 anos, a Miratus qualificou dois atletas para a Olimpíada do Rio e acumulou 60 medalhas internacionais.

Sebastião desenvolveu também uma metodologia própria – e totalmente peculiar – de treinamento: o bamon, que combina os movimentos do esporte com as batidas do samba. "Ações como a Miratus são fundamentais para concorrer com o tráfico, que exerce suas atividades com muita competência e atrai jovens a partir dos 7 anos. Meu sonho é levar a outras comunidades o que acontece aqui. Assim, sigo retribuindo o que fizeram por mim."

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