Surf e Ioga: Caminhos paralelos
No documentário "The more things change", o surfista e mestre da ioga Gerry Lopez medita sobre as semelhanças entre o esporte havaiano e a prática indiana
Créditos: Art Brewer
em 28 de novembro de 2016
Gerry Lopez foi criado nas praias de Oahu, no Havaí, e lá se apaixonou por duas coisas que ditariam sua vida: o surf e a ioga. Ele demorou, porém, para entender que esses caminhos e estilos de vida eram paralelos. “Eu fiquei observando o meu progresso na ioga e no surf se desenvolvendo. Levei um tempo para perceber que eles estavam evoluindo simultaneamente e juntos”, Lopez conta no documentário The more things change. “Eu pratico ioga há muito tempo. Também sou surfista há muito tempo e acredito de verdade que a concentração necessária para a boa prática do surf também seja um estado de meditação profunda. Um dos meus objetivos é tentar compreender que o surf e a ioga se equivalem.”

O filme, lançado ano passado e que agora está disponível no Off Play, acompanha Lopez em uma viagem para a Indonésia, lugar que ele ajudou a desbravar e a popularizar como um destino de surfistas, na década de 70. A primeira parada é em Uluwatu, hoje um dos principais destinos turísticos de Bali, onde Lopez faz uma apresentação de slides sobre as mudanças que o lugar sofreu, para divulgar o trabalho do Project Clean Uluwatu. “Quando eu cheguei aqui pela primeira vez, não havia embalagens plásticas, acreditem se quiser”, ele diz. “Isso é para mostrar os problemas que temos que enfrentar para manter este lugar tão bonito quanto sempre foi.” Por ali, também dá aulas de ioga e medita sobre a importância da prática na sua vida. “A melhor parte é que ele está disposto a compartilhar isso com todos”, diz o surfista Rob Machado, que enfatiza a forma física do mestre, na época com 66 anos.
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Para terminar, Lopez volta depois de duas décadas ao G-Land, um surf break que ele visitou pela primeira vez em 1974. “Eu penso o tempo todo nos bons momentos e nas belas ondas que peguei em G-Land. Na minha mente, foram as melhores ondas que peguei na vida”, diz. Foi nessa época, depois de vencer por dois anos seguidos o Pipe Masters em 72 e 73, que o surfista iogue começou a dar sinais de que seu caminho no surf seria muito mais complexo e interessante do que apenas empilhar troféus.

Vai lá: bit.ly/gerry_doc
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