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Saúde

A criação da ABEA visa proteger a integridade física dos atletas

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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   A assinatura de um termo de responsabilidade, exigência comum para aqueles que se propõem a participar de alguma aventura, turística ou esportiva, em tese desobriga empresários e organizadores das responsabilidades sobre eventuais acidentes, fatalidades.
  
O risco e a superação de limites são ingredientes dos mais importantes na composição da receita de sucesso dessas aventuras e, também em tese, quem se habilita a tais atividades tem que estar preparado e consciente do perigo, assim como deve estar do prazer que é senti-lo.

  
Nesse ambiente, um dos esportes que mais crescem é a corrida de aventura, que está completando cinco anos de vida no país e, apesar da curta existência, está com muitas provas, bem organizada e prestigiada por patrocinadores e mídia.

  
Hoje a primeira etapa da EMA, Expedição Mata Atlântica, estaria em curso não fosse a doença que seu organizador, e maior incentivador do esporte no país, Alexandre Freitas, contraiu logo após participar da nona edição do Eco Challenge, disputado em Fiji em outubro passado.

  
Durante a prova, considerada a mais difícil já realizada, Freitas chegou a ficar um dia parado devido a uma desidratação, mas sua determinação e a força da equipe fizeram com que eles fossem até o final, ficando entre as 23 equipes, das 81 participantes, que concluíram o percurso de 500 quilômetros.

  
A extrema vulnerabilidade que o físico desses atletas apresenta após uma competição desse tipo facilitou a instalação de um parasita no organismo de Freitas, provavelmente contraído numa refeição depois da prova, que o deixou em coma durante cerca de quatro meses, e só nos últimos dias ele apresentou sensíveis sinais de melhora.

  
A quinta edição da EMA não foi oficialmente cancelada, mas alguns organizadores, após aguardar a posição da pioneira e mais importante prova do país, já ocuparam o calendário. O ano de 2003 registra recorde de 55 provas e circuitos, entre previstos e já realizados, para atender cerca de 400 equipes de aventura regularmente ativas.

  
Somam-se a esse contingente os novatos, como os que estarão neste fim de semana em Nazareth Paulista participando de um Adventure Camp, um curso seguido de uma prova, e dos quais vários participantes estarão, daqui a duas semanas, disputando a primeira etapa do Short Adventure em Bragança Paulista. São provas curtas, com cerca de 60 quilômetros, apropriadas para quem ingressa no esporte.

  
Outro sinal de saúde foi a criação da ABEA, Associação Brasileira dos Esportes de Aventura, que envolve 43 esportes, entre eles rafting, mountain bike, pára-quedismo e corrida de aventura. A entidade já trabalha para a realização dos Jogos Internacionais, para 2005 com os primeiros Jogos Mundiais e, quem sabe em breve, para as Olimpíadas dos Esportes de Aventura.

  
Além das competições, a ABEA demonstra atenção à segurança e à medicina esportiva, assuntos que nem sempre acompanham a velocidade do desenvolvimento dos esportes. Apesar de o problema do Alexandre não estar diretamente relacionado com a prova que disputou, a influência indireta só evidencia a complexidade do assunto e a necessidade de controle.    

Havaí X Europa
Um recente swell estimado em 60 pés na costa basca, entre a França e a Espanha, gerou uma bateria de inscrições para o Billabong XXL, concurso que oferecerá US$ 60 mil para o surfista da maior onda da temporada.


Snowboard
Isabel Clark conseguiu dois bons resultados na Copa Continental norte-americana, em Aspen. A brasileira ficou em quinto no slalom paralelo e em sexto no gigante.


Super Surf
As ondas baixaram mas estavam boas ontem na etapa de abertura do circuito de surfe profissional 2003, disputado em Maresias (SP) e que vai até domingo.


Quicksilver Crossing
O barco de pesquisa que ficará durante sete anos navegando passou os últimos dias em Fernando de Noronha, a bordo os surfistas James Santos e Jihad Kodhr, o fotógrafo Tony Fleury e uma equipe da Globo.

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