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OBAMA PALOOZA

em 5 de novembro de 2008

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Ao entrar no Parque já se podia notar a semelhança da estrutura da festa de Obama com os super festivais de música. Praça de alimentação, banheiros químicos, P.A. super pontente, lojinha oficial da campanha, palco, cenografia, iluminação etc. Tudo do bom e do melhor para a grande noite.
Os mega telões de LED transmitiam ao vivo a cobertura da CNN e bem antes dos resultados oficiais,a festa começou a esquentar, pois com o fechamento das urnas (que ocorre em horários distintos em cada estado por conta dos fusos horários) a rede anunciava as suas “projections”, baseadas nas pesquisas de boca de urna. Como são 50 estados, a lista de projeções era imensa e dava à noite uma sensação de disputa interessante: a cada dez minutos, A CNN anunciava mais um resultado e era como se fosse jogo de futebol: as pessoas deliravam de alegria ou vaiavam os estados em que os republicanos ganhavam.
“Texas sucks”, gritava o povo quando surgiu no telão a vitória de MacCain no estado do presidente Bush. “Atlanta is Atlanta” cantava outro zombando do conservadorismo histórico da Georgia, outro estado republicano.
Em compensação a cada vitoria de Obama sobravam abraços, e emoção. Nos casos dos maiores colégios eleitorais ou nos Estados em que a disputa era considerada chave, a reacão era de êxtase coletiva.
E foi assim que os americanos descobriram que Barack Obama foi eleito: uma espécie de contagem regressiva: FLORIDA, OHIO, MICHIGAN, NEW YORK e quando chegou em NEVADA (estado que fez Obama atingir os votos necessários para vencer) tudo explodiu…
Coube a Wolf Blitzer, apresentador da CNN – a tarefa que Alexandre Gracia exerceu quando celebramos a vitória de Lula em 2002. ” Acho que agora já podemos dizer o que todos a muito tempo eperavam…Barack Obama is the 44th President of the United States”
Assisti cenas de emoção verdadeira dos americanos. Um grito de basta que estava entalado na garganta, o alívio por tirar das costas o peso do demo Gerge Bush e vestir a camisa do primeiro negro presidente que o mundo todo ama.
O destaque da noite foi a alegria dos afro americanos. Quase todos que estavam no local choravam de emoção. Mesmo os famosos, como o reverendo Jesse Jackson, a apresentadora Oprah Winfrey, os rappers Jay Z e Will.i.am,  estavam visivelmente encantados. Esqueceram a pose de super celebridades para compartilhar aquele momento com todos.
Pouco depois do anúncio, os telões mostraram o adversário John MacCain em seu discurso de reconhecimento – outro momento espetacular pois MacCain falou coisas incríveis para um derrotado. Foi aplaudido por todos. Sarah Palin, claro, não foi perdoada.
Nesse ponto a festa estava liberada. O sondsystem bombava canções que eram cantadas por todos: Born in the USA, America, Beautiful Day e, claro, o hino nacional americano.
E como todo bom festival, depois de toda essa festa, chegava o momento do headline entrar em cena: o Presidente eleito, a futura primeira Primeira Dama, Michele Obama, e suas duas filhas surgiram no palco: “First Family” gritavam todos…
O Presidente discursou de um púlpito cercado por um vidro de proteção. A informalidade da campanha já não era permitida pela CIA. (com Obama, a proteção do presidente tende ser ainda maior, tamanha a fama e o simbolismo dele.)
Sobre o discurso só posso dizer que nunca presenciei algo tão forte, eficaz e correto. Assista aqui:
www.youtube.com/watch

Depois disso, nada mais era necessário. Todos sairam pelas ruas comemorando, cantando e gritando o orgulho de serem conterrâneos do novo Presidente. E que presidente!

YES, THEY DID!

O Palco:

A Press Area (deve ser a maior que já existiu!):

Clima de festival:


Celebração:

O Discurso:

PALAVRAS-CHAVE
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