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A cidade de São Paulo recebe o FILE 2006, Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, seleção do que há de melhor na cena eletrônica mundial

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em 21 de agosto de 2006

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O Centro Cultural Fiesp recebe o FILE 2006, Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, que começou dia 15 de agosto e acaba no dia 3 de setembro, de terça a sábado, das 10 às 20 horas, e aos domingos, das 10 às 19 horas. É a 7ª edição do maior festival de arte e tecnologia do Brasil, que este ano conta com a participação de 200 artistas, entre grupos, coletivos e trabalhos individuais,de mais de 30 nacionalidades. A programação traz trabalhos de animação interativa, cinema interativo, poesia digital, web art, música, robótica, games, instalações interativas e eletrônicas, performance e inteligência artificial, uma boa compilação das produções artísticas digitais do momento. O destaque vai  para o FILE-CD (Cinema Documenta), uma seleção de 11 documentários feita pelo jornalista Eric Marke, que elaborou a tese de seu mestrado sobre música eletrônica. São vídeos-documentários sobre a música eletrônica, a evolução no Brasil e o questionamento dos novos fenômenos culturais, comportamentais e sociais. Mais  informações sobre a programação em www.file.org.br. Abaixo, o próprio Eric Marke fala mais sobre o FILE-CD.

Trip Como selecionou os filmes para o festival? Você destaca algum?
Eric
Eu avaliei principalmente os aspectos da linguagem e cultura da música eletrônica. Os vídeos deveriam ter um formato documental, não poderiam apenas apresentar imagens relacionadas à música eletrônica. Entre eles, destaco o Operação Cavalo-de-Tróia, produzido pelo Axel Weiss, Laura Taffarel e Tiago Villas Boas, que aborda o comportamento dos cybers manos que tentam invadir festas de música eletrônica sem pagar, levantando a questão da desigualdade social. Outro muito bom é Modulations, de Iara Lee, que fala sobre as máquinas que simulam a realidade, como vídeo-games e sites de relacionamentos, e o reflexo disso no comportamento social.

Trip Depois da tese de mestrado sobre música eletrônica, você começou a escrever A História da Música Eletrônica Brasileira. Do que se trata o livro?
Eric
O livro terá 900 páginas sobre a evolução da música eletrônica desde os anos 50 até os dias de hoje, as mudanças que aconteceram nos aspectos sociais, comportamentais e culturais, e os instrumentos musicais eletrônicos no Brasil. Obviamente, a tese de mestrado serviu de base para a construção do livro, além de atualmente eu dar aulas sobre a música eletrônica mundial.

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