Fotografia de luto
O fotógrafo Mário Cravo Neto, morto recentemente, deu uma bela entrevista à Trip em 2006
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No último domingo o fotógrafo Mario Cravo Neto morreu em decorrência de um câncer de pele, em Salvador. Mario Cravo Neto era baiano, filho do escultor Mario Cravo Junior, e iniciou sua carreira nos anos 60 em Nova York.
As características mais marcantes de sua obra são a presença da religiosidade e das influências da cultura africana no Brasil.
O fotógrafo participou de cinco edições da Bienal Internacional de São Paulo (1971, 1973, 1975, 1977 e 1983) e de inúmeras mostras de fotografia na Europa e nos Estados Unidos.
Em 1980 e 1995, Cravo Neto recebeu o prêmio de Melhor Fotógrafo do Ano da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); em 1996, o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte; e em 2004, o Prêmio Mario Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte.
Ao longo de sua carreira, Cravo Neto deixou também como legado uma vasta bibliografia, lançando diversos livros, como “Salvador” (1999), “Laróyé” (2000), “Na Terra Sob Meus Pés” (2003) e “O Tigre do Dahomey – A Serpente de Whydah” (2004).
Em 2006, Arthur Veríssimo foi até Salvador e fez uma super matéria com Mario Cravo Neto que saiu na edição #147 da Trip. Pra relembrar e homenagear o grande fotógrafo brasileiro colocamos a matéria em destaque novamente.
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