O relicário dos moradores de rua
Um diploma, um par de sandálias com salto, um triângulo improvisado para tocar baião e lembrar da terra natal
Por Redação
em 30 de junho de 2016
Denunciada há anos por entidades que ajudam quem não tem onde morar, a prática da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de subtrair objetos dos sem-teto gerou repúdio neste junho de frio recorde em São Paulo.
O Trip TV foi às ruas entender, afinal, a que se limita o universo material (e afetivo) de quem não tem onde morar.
Pedimos a cinco pessoas que vivem nas calçadas e praças do centro da cidade para mostrarem seus bens mais valiosos e contarem suas histórias.
RAPA
A prefeitura, responsável pela GCM, diz agora que cobertores e objetos pessoais permanecerão com os moradores de rua. De acordo com Fernando Haddad (PT), a orientação aos guardas é não permitir a montagem de abrigos fixos em vias públicas –tirar o que o próprio prefeito chamou de “material de cafofo”.
Um decreto publicado em 18 deste mês do Diário Oficial determina que agentes da prefeitura só poderão recolher camas, barracas, sofás e outros pertences desde que caracterizem estabelecimento em local público e atrapalhem o trânsito de pessoas e veículos.
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