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Aline Landim coloca a Brasilândia no mapa dos aplicativos de mobilidade e é a grande homenageada da segunda edição do prêmio GOL Novos Tempos

No começo de 2017, Aline Landim, 29 anos, ouviu muitos amigos e familiares reclamando que, ao tentar utilizar aplicativos de transporte no bairro onde vivem, a Brasilândia, na zona norte de São Paulo, a mesma mensagem aparecia: ‘’Este serviço não está mais disponível na sua região’’. Alegando falta de segurança, as grandes empresas do ramo vetaram algumas áreas da cidade.

Mas a demanda por corridas na comunidade já tinha chamado a atenção de seu pai, Alvimar da Silva, 50. Durante seis meses, ele havia trabalhado transportando passageiros da região como motorista do Uber. Conhecido no bairro, aproveitou para também fazer corridas particulares e, com a falta de concorrência, passou a ser cada vez mais solicitado. “Eram tantas ligações que ele não conseguia mais atender sozinho, então, indicava amigos”, lembra Aline.

Vendo uma oportunidade de negócio, ela deixou o trabalho de bancária para fundar junto com o pai a plataforma Jaubra (inicialmente, se chamava Ubra), que amplia a mobilidade na periferia. Atualmente, 50 motoristas da região são cadastrados na empresa e podem ser solicitados por telefone, mensagem ou aplicativo terceirizado. Em média, são transportadas 6 mil pessoas por mês. A iniciativa é a grande homenageada da segunda edição do prêmio GOL Novos Tempos.

Em breve, a Jaubra lançará seu aplicativo próprio e já conta com 500 profissionais interessados. “São pessoas que conhecem a região e, por isso, não têm preconceito de dirigir aqui”, diz Aline. “Quanto mais excluem a Brasilândia das propostas de mobilidade urbana, mais nós a incluímos. Fico feliz em saber a importância social que a Jaubra tem em transportar as pessoas”, completa Alvimar.

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