por: Danone

Para a economia circular

apresentado por Danone

Iniciativas em prol da reciclagem são fundamentais para a preservação do meio ambiente e também ajudam na geração de empregos e renda

Iniciativas que se ocupem de programas de reciclagem podem trazer benefícios econômicos, além de preservar recursos naturais e o ambiente. De acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), o Brasil perde R$ 14 bilhões anualmente devido à falta de reciclagem adequada. Segundo o órgão, 12 milhões de toneladas de resíduos sólidos acabam sendo descartadas anualmente no ambiente em vez de gerarem renda e emprego para catadores de todo o país — apenas 4% das cerca de 80 milhões de toneladas de lixo produzida nacionalmente são recicladas.

Ao compararmos os números de reciclagem do Brasil com outros grandes países consumidores, nosso atraso fica ainda mais evidente: apesar de ser o quarto maior produtor mundial de plástico, o país recicla somente 1,3% do material, enquanto a Índia reaproveita 60% de todo o material plástico produzido.

A Danone, que alcançou um grande feito com sua dedicação à reciclagem, por já ter conseguido produzir 100% das primeiras garrafas de 1 litro com plástico reciclado de outras embalagens da marca, não está sozinha nessa frente no país. Diversas empresas encamparam projetos próprios para reciclar e reduzir o consumo de plástico nas linhas de produção.

Até o ano passado, 33% dos resíduos das embalagens da Natura acabavam sendo reciclados. A marca pretende subir esse número para 50% até o final deste ano, enquanto a Tramontina está produzindo cadeiras feitas com plástico reciclado em parceria com a Braskem — a marca pretende usar pelo menos 600 toneladas de plástico reciclado por ano na confecção desse novo produto. Outra iniciativa da Braskem foi anunciada no final do ano passado: em associação com a Tecipar, empresa especializada em engenharia ambiental, está tocando um projeto que visa impedir que mais de 2.000 toneladas de plásticos sejam despejadas no aterro sanitário de Santana do Parnaíba (Grande São Paulo) por ano, contando com o trabalho de catadores e cooperativas.

A cidade de São Paulo, maior do país e com boa estrutura para coleta de resíduos, recicla apenas 7% das 12 toneladas de lixo que produz diariamente.

O que você pode fazer para melhorar esse número:

  • Sempre separar o lixo seco do molhado, ou seja, o reciclável do orgânico. Lixo orgânico misturado ao seco inutiliza 50% do material captado pelas cooperativas de reciclagem;

  • Lavar potes e recipientes antes de descartá-los;

  • Não descartar como reciclável papéis e caixas com restos de comida ou gordura;

  • Ao descartar vidro, cuidado com o catador: se houver uma peça quebrada embale de maneira segura e identifique-a;

  • Quando jogar fora papéis, não amasse, pois quanto mais intacto, maior seu valor para a reciclagem – ao amassar uma folha, você afeta as fibras de celulose, prejudicando seu valor comercial para reciclagem.

Mudar hábitos e transformar essa mentalidade coletiva é um trabalho que exige dedicação e informação, e catadores e recicladores de lixo autônomos de todo o país têm um importante papel nesse movimento.

Uma pesquisa feita pela consultoria global Ipsos em 28 países e divulgada no final de 2019 mostrou que a maioria dos brasileiros não só não entende como funciona a coleta seletiva como ignora quais materiais feitos de plástico podem ser reaproveitados — para 54% da população, as regras de reciclagem de lixo doméstico não são claras.

Cada cidade tem seus próprios regimes para organizar a coleta, mas separar o lixo doméstico não é um bicho de sete cabeças. Os materiais recicláveis devem ser higienizados e armazenados em recipientes também recicláveis. Idealmente, papel, papelão, vidro, plástico e alumínio devem ser agregados de forma independente, mas como esse tipo de organização toma muito espaço, não há problema em se armazenar todos os materiais num mesmo local para posterior descarte.

Desde os 13 anos, Antonio Aparecido Almeida, 52, se dedica à reciclagem. Nessas quase quatro décadas, ele, que vive em Poços de Caldas (sul de Minas Gerais), passou por diversas funções, de catador a gestor de qualidade em cooperativa, passando por mobilizador social, com treinamentos e visitas a São Paulo, Brasília e à França. Desde 2012, nutre uma parceria com a Danone, primeiramente com o projeto Novo Ciclo e, desde o ano passado, no Avante Recicla.

“Quando assumi a posição de mobilizador social fizemos um grande giro por cidades que ficam nas proximidades de Poços de Caldas. Passamos, inicialmente, por 14 cidades, eu e uma equipe de técnicos e outros mobilizadores. Chegávamos para apresentar o programa e conversar com os catadores. A ideia era demonstrar como conseguir uma coleta mais eficiente nos municípios, sendo que alguns deles já contavam com materiais e aparato para tocar um projeto de coleta seletiva e precisavam apenas de incentivo e organização”, conta Toninho. Hoje, o programa está presente em 16 cidades mineiras. Nos oito anos a iniciativa conseguiu coletar mais de 120 toneladas de resíduos, impactando 1.322 catadores em 65 cooperativas parceiras. Em 2020, foram 3.388 toneladas de material coletado.

Graças a projetos como esse que a Danone acabou de conquistar o selo de Empresa B, certificado internacional que reconhece a marca como benéfica, ou seja, que trabalha igualmente em prol do desenvolvimento dos negócios, humano e do planeta.

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