Como a política pode ter a nossa cara?

por Redação

Plataforma #MeRepresenta mapeia candidaturas pró-direitos humanos para eleger mais representantes das mulheres, da população negra e LGBT no legislativo

No dia 7 de outubro, iremos às urnas para a votação do primeiro turno das eleições 2018. Para ajudar os eleitores, o coletivo #MeRepresenta lançou uma plataforma estratégica para a seleção de candidatos a deputado federal, deputado estadual e senador aliados às pautas de direitos humanos. Conectar eleitores a candidaturas é o grande propósito do #MeRepresenta que reúne os coletivos Rede Feminista de Juristas, #VoteLGBT, Blogueiras Negras e Fundação Cidadania Inteligente e conta com o apoio da Ben & Jerry’s.

Para participar, basta acessar o site e indicar a prioridade de 22 pautas sobre 9 temas (Gênero; Raça; LGBT; Povos Tradicionais e Meio Ambiente; Segurança e Direitos Humanos; Corrupção; Trabalho, Saúde e Educação; Drogas; e Migrantes). Essa seleção resulta em um ranking de candidatos que priorizam as pautas indicadas pelo eleitor, considerando também o comprometimento dos partidos. Trip conversou com Evorah Cardoso e Charô Nunes, que são diretoras da plataforma #MeRepresenta, para saber mais sobre representatividade política.

Como vocês entendem a falta de representatividade política?

Evorah Cardoso: Um dos fatores é a distribuição dos fundos partidários entre os partidos sem considerar questões de raça e gênero. As mulheres negras, por exemplo, ocupam na Câmara dos Deputados apenas 0,39% das vagas, e elas são 27% da população.

Charô Nunes: A falta de representatividade está relacionada às estruturas sociais. O racismo, por exemplo, permeia nossa sociedade no campo simbólico e concreto. Isso reflete no pleito eleitoral, já que muitas lideranças negras não têm nem o conhecimento de como se candidatar.

Qual é a importância de grupos minorizados se unirem?

EC: A reação à falta de representatividade política tem que ser de forma coordenada, porque existe um ataque sistemático aos direitos das mulheres, das pessoas negras, dos LGBTs e dos indígenas por parte do Congresso Nacional, o mais conservador da nossa história democrática.

CN: A ideia de se quilombar é uma prática que faz sentido, porque é como nossos antepassados fizeram. As resistências históricas negras brasileiras foram feitas em quilombos, onde os negros vivenciam sua forma de fazer política. Temos potência política e um projeto de nação que é diferente disso que está sendo dado.

Como a plataforma #MeRepresenta pode ajudar a identificar candidatos comprometidos com as questões da comunidade LGBT?

EC: Na plataforma, há três pautas LGBTs. Uma delas é sobre trans e travestis poderem usar o banheiro que quiserem. As outras duas contemplam a pesquisa de questões urgentes dessa comunidade feita pelo #VoteLGBT: uma é sobre a criminalização da LGBTfobia e a outra diz respeito ao projeto Escola sem Partido, que versa em não falar sobre gênero e orientação sexual nas escolas – o que consideramos uma afronta aos direitos por um ensino que promova o respeito. Se não pudermos falar disso nas escolas estaremos camuflando um problema. Pesquisas mostram que 70% das pessoas LGBTs já sofreram agressão nas escolas, seja verbal ou física. No caso dos trans, isso evitaria também a evasão escolar.

CN: Uma das consequências da abordagem do #MeRepresenta é que não se olha a população LGBT com um olhar de branquitude e nem a população negra com um olhar cis heteronormativo – o que pode tornar mais interessante a busca por uma candidatura que te representa. Chega-se a candidaturas que estão na vanguarda do pensamento da renovação política de fato, porque não é possível fazer essa renovação sem conversar com alguns setores da sociedade, como as populações negra, LGBT e indígena. A plataforma tenta dialogar com essa realidade que, por ser complexa, oferece uma série de possibilidades, encontros, ideias e projetos de nação.

Qual é a expectativa para as eleições de 2018?

EC: A nossa luta é para mudar uma cultura política. Se queremos isso, precisamos perceber que é um jogo que vamos ter que jogar por mais rodadas.

CN: Mas também estamos felizes por sermos esse lugar que fala abertamente que a renovação política é feita não apenas de pautas, mas também da presença de corpos, isto é, populações minorizadas criando suas próprias narrativas.

Está esperando o quê? Ache os candidatos a deputado federal, deputado estadual e senador que também defendem as causas que são prioridades para você.  Acesse: #MeRepresenta.

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