A transformação começa com música

por Carol Ito

Há 13 anos, o Trip Transformadores promove shows com grandes nomes da música brasileira e já homenageou artistas como Caetano Veloso, Bob Marley e Luiz Melodia

Mais que um prêmio dedicado a homenagear aqueles que trabalham pelo coletivo, o Trip Transformadores é um movimento que busca despertar e mobilizar pessoas para construção de um futuro mais humano, inteligente e equilibrado. E uma das formas mais genuínas de promover essa integração é por meio da música, que está presente em todos os eventos, debates e premiações.

“Estamos vivendo tempos difíceis, parece que só há ação e reação. Acho que a música tem o poder de furar esse looping. É uma linguagem universal e vai muito além das palavras", acredita Mariana Aydar, que se apresentou no palco de um dos eventos do Trip Transformadores, em 2018, cantando clássicos do forró. Assim como ela, acreditamos no poder transformador da música, em sua diversidade de gêneros, ritmos e melodias.

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Artistas de vários estilos e gerações se encontram anualmente no palco do Auditório do Parque Ibirapuera, em São Paulo, para celebrar a entrega do prêmio aos dez homenageados. Também realizamos anualmente um festival ao ar livre, que, além de oferecer atividades abertas ao público (como aula de ioga, meditação e exibição de filme), traz um grande show gratuito. Durante a escolha dos repertórios, buscamos homenagear artistas que usaram a música como ferramenta de transformação.

Grandes encontros 

Em 2018, relembramos a obra de Cazuza, no ano em que ele completaria 60 anos, com releituras inéditas das composições que marcaram e continuam a marcar gerações, como “Codinome beija-flor” e “O tempo não para”. Subiram ao palco do Villa-Lobos Guizado, Karol Conka, Otto, Karina Buhr, Paulo Ricardo, Mahmundi, Leo Jaime, Supla e Sergio Guizé, em um show cheio de boas lembranças. "Cazuza tinha visão aberta, um cara que hoje em dia faz falta no mundo. É um dos meus maiores ídolos e com certeza foi o cara que mais me transformou, limpou em mim muitos tabus machistas", disse Otto, que cantou uma versão de “Trem pras estrelas”.

Lucinha Araújo, mãe de Cazuza e uma das pessoas homenageadas do Prêmio Trip Transformadores 2018, foi quem motivou a homenagem. Em 1990, depois da morte do filho, Lucinha se juntou ao marido, amigos e médicos para fundar a Sociedade Viva Cazuza, instituição que ampara crianças, jovens e adultos com HIV. O evento no Parque Villa-Lobos foi pensado para chamar atenção para o seu projeto, que tira grande parte dos recursos que utiliza da venda dos direitos autorais de músicas do cantor.

No ano anterior, o evento do parque foi dedicado ícone do reggae Bob Marley, com apresentações de Pitty, Jorge Du Peixe, Dada Yute, Tulipa Ruiz, Tássia Reis, Rico Dalasam e Guizado, que dirigiu o show. Nomes importantes da MPB também foram homenageados nos anos anteriores, como Nação Zumbi (2016), Caetano Veloso (2015), Chico Buarque (2014), Os Mutantes (2013) e Gilberto Gil (2012). “A música é o agente transformador sonoro”, disse a cantora Thalma de Freitas, em 2012, durante o  evento que homenageou Gilberto Gil. “É assim que a gente constrói o mundo inventado pelo homem. A gente fala, comunica e as palavras são músicas com ritmo e significado."

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A premiação no Auditório Ibirapuera, em 2018, exaltou a música negra, com apresentações de Nelson Sargento, Anais Sylla e Luedji Luna. “Para afastar o mal, para afastar a inveja. Para atrair o amor, para atrair o que for bom”, cantou Luedji Luna, uma das principais vozes da música brasileira contemporânea, que usa sua arte como arma para combater o racismo e exaltar a sua ancestralidade.

Em 2017, relembramos a obra de Luiz Melodia, que faleceu no mesmo ano. Ele foi homenageado pela primeira vez em 2011, na 5a edição do Trip Transformadores, cantando clássicos da carreira, como "Magrelinha" e “Só Assumo Só”, ao lado de Barbara Eugênia, Andréia Dias e Wilson das Neves.

Outros artistas que marcaram presença nas premiações foram Sidney Magal e Leny Andrade, em 2016; Dona Onete, Renato Teixeira e Arnaldo Antunes, em 2015; Elza Soares e Cidinho e Doca, em 2014; Otto, Pupillo, Anelis Assumpção e Gerson King Combo, em 2013; Alice Caymmi, Luê, Guizado e Tony Tornado, em 2012. Todos esses encontros mostram que cantar e festejar o presente é necessário para seguir transformando o futuro.

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