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Um dia de cachorra de madame

Um dia de cachorra de madame

em 24 de março de 2008

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Em um ato de crueldade explícita, a editora desta coluna leva sua própria gata de estimação para testar um banho vip para pets. A Cafeína odiou. A Nina recebeu o espírito da Paris Hilton. E amou

Sim, confesso. Usei minha gata de estimação para fazer uma reportagem. Espero que a Sociedade Protetora dos Animais não retire de mim a guarda da Cafeína por isso. Mas depois de saber que a mesma pet shop (por que não chama loja de bichos, hein?) que criou uma discoteca para cachorros oferecia banho VIP para gatos não resisti. Meu instinto jornalístico (ou seria sádico?) me fez pegar a gatinha e levá-la até lá para testar a experiência.

A Cafeína tem 2 anos e nunca tomou banho. Isso porque ela é uma gata vira-lata, já nasceu pobre, foi largada na sarjeta, literalmente, com duas semanas de vida. Sim, a gata é uma sobrevivente das ruas! E gato assim não toma banho. Ou melhor, ela mesma se lambe. E é pobre mas limpinha, juro.

“Realmente, uma gata com pêlo curto como ela não precisa de banho regular”, me tranqüilizou o esteticista de animais Fred Pascoal. Mesmo assim, ele sugeriu que ela tomasse um banho por mês.

O tratamento é mesmo VIP. Fred explicou que tudo é feito para não agredir muito o bicho. Por isso, um toma banho de cada vez e eles não são obrigados a ouvir um cachorro secando o pêlo e latindo desesperado, por exemplo. A água é morninha, numa temperatura que não assusta (muito) os bichos, e os produtos são importados.

Existe uma variedade de xampus para gatos e cachorros. Uma coisa que uma dona de gatos normal como eu não podia imaginar. Cafeína usou um “coat brightener shampoo”, pelo que eu pude entender, um xampu que dá brilho aos cabelos (ops, pêlos) e também condicionador. Ela odiou. Mas pronto. O mal começava a ser feito.

Depois do banho, ela ficou mais branca e cheirosa. E ainda ganhou um lacinho de presente. E eu virei a Paris Hilton. Conforme ela ficava mais branca, mais eu virava uma patricinha maluca dona daqueles cachorros como o da Gisele. Tanto que, orgulhosa do comportamento calmo da minha “filha” (nessa hora eu já estava falando coisas como “vem com a mamãe”), saí correndo pela pet shop e comprei uma… coleira prateada para ela. Sim, louca, maluca, varrida.

Conclusão: os bichos são incríveis. Mas todos os donos deles são malucos. Todos. Mesmo eu, a Paris dos pobres.

Vai lá: rua Trocari, 131, Vila Prudente, (11) 2219-2000, www.breeds.com.br

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