Tabata Contri
O guarda-roupa da atriz e consultura de inclusão paulistana traduz sua luta por autonomia
Créditos: Ivan Padovani
O desafio era o jeans coladinho, de lycra. “No começo pensava: ‘Se colocar a bermuda G é tão difícil, como vou vestir uma calça justa?’”, revela a consultora de inclusão e atriz Tabata Contri, 32 anos. O começo foi em 2003, quando ela sofreu o acidente de carro que a deixou paraplégica. A autonomia para conseguir vestir sozinha os jeans que tanto amava veio depois de sessões intensas de fisioterapia e um sem-número de adaptações – que só reforçaram o gosto pela moda. “Não é porque sou cadeirante que tenho de estar malvestida. Quero quebrar esse tabu de que somos coitadinhos.”
Mas essa independência esbarra no mercado da moda, incapaz de atender quem está fora dos padrões. “Ainda não existem marcas preparadas, infelizmente. A gente tem que se virar”, lamenta. “Nem todas as lojas têm provador acessível. Quando tem, está ocupado ou obstruído por araras. Às vezes compro e só provo em casa. Se preciso, troco depois.” Outro ponto é a modelagem das roupas. As calças precisam ser compridas para cobrir as canelas e ter cintura alta, “para não pagar cofrinho”. “Se um modelo dá certo, já compro três!”, avisa, sempre de bom humor.
LEIA TAMBÉM
MAIS LIDAS
-
Tpm
Cinema brasileiro feito por mulheres: 6 diretoras para explorar no Tela Brasil
-
Tpm
Benditos sejam os ventres (que sustentam o capitalismo)
-
Tpm
Elas pagam a conta: por que a autonomia financeira é ferramenta indispensável para o destino de qualquer mulher?
-
Tpm
Mulheres na cobertura da Copa do Mundo: 8 jornalistas para colocar no radar
-
Tpm
Te vi no Instagram e brochei
-
Tpm
As redes sociais estão sabotando o seu namoro?
-
Tpm
Ana Paula Xongani: as dores e delícias de ser uma mãe influencer