Ser mãe em 2020, vai encarar?

por Redação

Fernanda Gentil, Miá Mello, Vanessa Rozan e Deh Bastos discutem os desafios da maternidade na pandemia e o que podemos aprender com essa experiência

Até meados de março, ser mãe significava tentar lidar com a já conhecida – e louca – equação casa, trabalho, vida social e relacionamento. A chegada da pandemia do novo coronavírus adicionou algumas camadas a mais a esse dilema: vivenciar a maternidade da forma mais intensa possível, tentando não surtar com o confinamento e olhando para os filhos e relacionamentos mais de perto. Para contar como tem sido essa experiência e pensar o que levaremos dela, a Casa Tpm convidou para um papo a apresentadora Vanessa Rozan, a jornalista Fernanda Gentil, a atriz Miá Mello e a comunicadora Deh Bastos.

"Ser mãe é um eterno dançar conforme a música, e a nossa música nunca foi tão louca", define Fernanda Gentil. Ela conta que, durante a pandemia, tenta falar, com muita naturalidade, tudo o que está acontecendo para seus dois filhos, Gabriel, de três anos, e Lucas, de doze. Apesar do cenário extremamente triste, a jornalista fez deste um momento para estimular a solidariedade: "Eles estão mais conscientes do quão privilegiados são e quanto isso pode fazer a diferença para outras pessoas. Eu sempre brinco que, se o tédio é o pior sintoma na pandemia para eles, eles têm muito quem ajudar."

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A comunicadora Deh Bastos, idealizadora do projeto Criando Crianças Pretas, que defende a conversa sobre racismo com os pequenos e compartilha experiências da maternidade ligadas à raça, também enxerga neste período uma oportunidade para ensinar os filhos a olharem para o outro. "Nesta pandemia, algumas pessoas estão em um iate e outras estão em um navio negreiro. É o momento de falar sobre essa desigualdade com as crianças", diz a mãe de José, de dois anos. 

A volta às aulas é uma questão que tem deixado muitas mães ansiosas e indecisas. Trabalhar em casa, lidar com as crianças em tempo integral e ainda ter que auxiliá-las com as atividades escolares não é tarefa fácil. No entanto, mandá-las para a escola nesse momento pode ser uma decisão arriscada, por todos os cuidados que precisam ser tomados para evitar a contaminação. "Eu tenho dificuldade de pensar o que eu vou fazer em 15 dias, como vai ser, é muito difícil projetar. Mais do que nunca, a gente é obrigado a viver o agora", diz Miá Mello. Além de ser mãe da Nina, de onze anos, e de Antônio, de três, a atriz protagoniza o monólogo Mãe Fora da Caixa, em que fala com graça sobre a maternidade.

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Fernanda diz que, apesar da saudade da escola, sua escolha é, por enquanto, não mandar os filhos de volta às aulas. "Eles não têm essa disciplina de trocar a máscara, de não colocar a mão no rosto", explica. Para Deh, não levar José para a creche foi uma decisão pensando na situação de outras mães durante a pandemia. "Eu não mando meu filho para que outras mães possam levar. Tem gente que não tem essa escolha. Se posso fazer por isso elas, eu vou fazer", diz. 

Mãe da Pina, de 8 anos, Vanessa Rozan lembra como ser mãe pode afetar as mulheres no campo profissional: "A mãe só é aceita no mercado de trabalho quando essa maternidade é silenciada, tem que ter uma vida como se não tivesse um filho." Com a vida profissional a todo vapor durante a quarentena, Deh conta que teve que lidar com a culpa por não estar tanto com seu filho. "Culpa está ligada ao perfeccionismo e eu sou uma mãe possível. Falo para o meu filho que eu estou muito feliz trabalhando e que, nesse momento, ele vai ficar com papai e vovô, depois fico com ele", explica. 

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Miá conta que, por ter o privilégio de estar segura e em casa, se sente culpada ao falar sobre as dores de seu isolamento. "Eu tenho uma ligação muito forte com o meu trabalho e agora me vejo trancada em casa", diz. Um alívio para a atriz na quarentena foi perceber que estava tudo bem, em um momento tão difícil, abrir mão de algumas restrições, como deixar as crianças pouco tempo em frente à TV ou ao celular. "Tem que ser o que você consegue ser agora, ser a mãe possível, ser o mais flexível e gentil com nós mesmas", diz.

A lembrança das crianças sobre esse tempo será bem diferente da nossa, acredita Fernanda Gentil. "Nós vamos pensar neste como um momento de caos e ansiedade, mas nossos filhos vão lembrar como o momento que ficaram com os pais em casa, sem ter que ir pra escola", explica. "Que a gente consiga por osmose pegar essa pureza das crianças." Apesar das tantas dificuldades que as mães enfrentam, Deh também não perde de vista o lado positivo da experiência: "A pandemia fez a gente revisitar a casa, conhecer novamente esse lugar de acolhimento", diz. "O mundo descobriu que está tudo bem você estar ali falando com o CEO da empresa e passar uma criança, estamos naturalizando isso."

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