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Um mês antes de ser inaugurada, a exposição da artista norte-americana Nan Goldin, um dos grandes nomes da arte contemporânea, foi barrada pela curadoria do centro carioca Oi Futuro Flamengo. O motivo? O conteúdo das obras ia contra o projeto educativo do espaço. Felizmente, a mostra individual da artista foi rapidamente acolhida pelo MAM-RJ, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, de 9 de fevereiro a 8 de abril, será exibida uma série de fotografias impressas e slides tiradas ao estilo snapshots – instantâneos – entre os anos 70 e 2000.
A obra de Nan Goldin é conhecida por sua natureza autobiográfica. Por três décadas a artista documentou a intimidade de seus casos amorosos, de seus amigos, assim como a sua própria. Sua exposição foi vetada por causa da famosa série “A balada da dependência sexual”, que já foi exposta nos principais museus do mundo, como o Georges Pompidou, em Paris, e na 29ª Bienal de São Paulo, em 2010. Em slideshow, com trilha sonora de Maria Callas a Lou Reed e Velvet Underground, são exibidas fotos de sexo explícito, uso de drogas, doentes terminais de HIV e, o que chocou a curadoria da Oi Futuro, de acordo com a assessoria, nudez de adultos ao lado de crianças também nuas.
Nan Goldin ficou surpresa com a polêmica gerada em torno de suas imagens. A censura chegou a ser condenada pelo Ministério da Cultura. A curadora de sua exposição, a carioca Ligia Conongia, comentou: “Isso favorece bastante a perspectiva de uma revisão nas leis e nos estatutos que restringem a liberdade de expressão no país”. E concluiu: “Se as discussões sobre a questão da censura forem levadas adiante, acredito que podemos ter algum ganho para a arte no futuro”.
Vai lá: “Nan Goldin”, no MAM-RJ – parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, (21) 2240 -4944. Até 8/4
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