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Esta é a semana de brincar de ser chique. Ou ser ainda mais chique. Ou, pelo menos, ser chique por preço de banana.
Esta é Restaurant Week, aquela semana no verão quando os restaurantes mais caros da cidade cobram pouquíssimo no almoço e jantar, provocando o delírio da plebe. No inverno, a cidade também promove uma semaninha dessas.
Uma amiga, que implorou anonimato para não despontar para o estrelado com fama de fominha, já foi em cinco. Tirou la barrigue de la misérre freqüentando o Megu, Nobu, Vong, Maze, Nougatine e já reservou o Fleur de Sel.
Os restaurantes aproveitam a época das férias de verão quando os nova-iorquinos dão o pirandelobóu e o número de reservas cai. Diferente da Europa, onde vários restaurantes fecham as portas nesta época do ano, o pessoal de Nova York não fecha (o verbo fechar nem existe por aqui): tenta-se capitalizar.
E aí faz-se a festa por menos de 30 dólares num almoço com entrada, prato principal e sobremesa – e menos de 40 dólares num jantar que custaria talvez o triplo. O segredo é não se acostumar mal, porque na semana que vem, será hora de voltar para o angu.
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