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Hostess e performer, a transex Renata Bastos descobriu na moda uma aliada para se libertar e expressar sua criatividade
Renata Bastos, 31 anos, é figura conhecida na noite paulistana. Trabalha com recepções em festas, elaboração de mailings para eventos, performances, desfiles. “Não fico parada, sou ligada em mais de 220 volts”, brinca. Nascida e criada em São Paulo, ela já morou em vários bairros – Alto da Lapa, Barra Funda, Vila Madalena, Bela Vista – e foi descobrindo, aos poucos, as maravilhas e as decepções da cidade, até se apaixonar perdidamente. “Se fico um fim de semana longe, já sinto falta.”
Desde criança, Renata é aficionada por imagem. Fosse em casa vestindo as roupas da mãe, fosse na rua reparando no andar das mulheres, ela sentia que o que lhe caberia perfeitamente seria uma imagem de menina. “Eu tinha 13 anos quando comecei a me vestir e me portar como mulher. Eu era criança e achava que todos os gays um dia se vestiriam como mulher. E que eu estava no caminho certo.” Hoje, ela tem certeza de que escolheu o melhor para si. “Meu estilo é mais jeans, camiseta e acessórios, mais minimalista, não sigo tendências, e amo brechós – inclusive já trabalhei em vários. Para mim, luxo é gastar R$ 50 e fazer o look da semana!”
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