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Pratas da casa: Giovanna Assaf

Essa semana no blog você conhece a produtora executiva da Natura Latam, Giovanna Assaf

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2.Amor pra vida inteira. 3.Lionel, Dan e Giovanna em Boston. 4.Bê e Rafa, afilhadinhos do coração. 5.Cunhado - Natal 2008. 6.O sorriso mais gostoso que já vi. / Créditos: Arquivo Pessoal


em 18 de novembro de 2009

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Era sexta-feira à noite e, num calor da Zâmbia, arrastei a queridíssima “Sé” para um bate-papo sem muitas pretensões, regado a drinks, em que Giovanna Assaf (produtora executiva de Natura Latam) abriu sua vida, latas de cerveja e, horas depois, me fez querer ser ela quando crescer. Depois da Beyoncé, é claro.

*Por Nicole Balestro

Quem é Giovanna na noite?
Difícil essa. Dá um pause?
A vida inteira eu escutei me dizerem que eu tenho cara de brava. Mas é só fachada. Na verdade eu sou leonina, né? E não gosto muito de ser contrariada. Se eu tiver que pedir algo duas vezes, eu mesma prefiro fazer. Eu confesso que em algumas situações eu sou bastante mal-humorada, mas acaba sendo mais um deboche que no fim vira motivo de piada [risos]!
Na verdade você gosta de Gozar a vida, então?
Opa, mas como uma boa leonina eu sou superexigente, cobro demais de mim mesma e acabo esperando isso dos outros também. (Ah, niegra, não vai sair nada disso aqui.)
Como veio parar na Trip?
Essa perguntinha nunca ninguém fez, hein? Sou amiga da Déa [de Marco] desde os 8 anos. Convivemos durante anos, de não se desgrudar. A gente tem algumas histórias boas… E aí, na faculdade, ela veio pra São Paulo e eu fui pra Campinas. Nós duas fizemos comunicação. Na época cheguei a fazer uns frilinhas pra ela. Ficamos uns dez anos sem nos ver. Então encontrei ela e mais outras amigas de infância no Orkut [2005]. Combinamos um fim de semana todas juntas e foi demais… Aí ela me contou que estava na Trip. Eu, na época, era produtora em canal de TV em Marília (SP), mas estava querendo alguma coisa nova. Comentei isso com ela. Seis meses depois ela me ligou dizendo que havia uma vaga de produção na redação da Natura. E eu vim! E tô aqui até hoje, menina… Isso faz três anos e meio.
Você fez facul do quê? Conta um pouquinho dessa época gostosa, cheia de azaração.
Eu fiz PUCCAMP, comunicação. Mas meu tempo de azaração mesmo foi dos 14 aos 18 mais ou menos. Não tinha pra ninguém! E a Déa tava junto em todas, hein? Quem vê a Andréa toda rock’n´roll nem imagina que ela se acabava num Carnaval… Isso foi no colegial, no cursinho… Mas na faculdade eu dei uma acalmada, morava com uma das minhas irmãs em Campinas, longe dos meus pais. Eu viajava quase todos os fins de semana para casa. Foi quando comecei a ficar mais solar que lunar [risos]. Na verdade nunca fui muito da noite, sempre preferi o dia.
Eu sei que você nunca foi da noite. De segunda a sexta tá sentadinha no Ruby tomando cerveja.
É verdade, Nic. Prefiro o dia à noite. Eu sinto muita necessidade de dormir bem. Mas, quando eu percebo que não vai ter jeito, aí eu fico até o fimmm! Né, Arco [Alcoragi]?
Eu gosto mesmo é de sentar pra bater papo. Não gosto desse vuco-vuco de gente espremida, lugar que não dá pra trocar ideia. Já fervi muito, acho que mais ou menos na época que você nasceu [risos].

Vamos falar de família?
Claro… Então, pode ser clichê, mas pra mim É TUDO!!!
Eu faço o máximo pra guiar minha vida seguindo os valores que aprendi com meus pais. Eu, sem sombra de dúvidas, devo tudo o que sou e tenho a eles. E tenho certeza de que, como sempre, eles continuam ao meu lado me abençoando em tudo o que faço em todos os minutos dos meus dias!
Somos em três irmãs. As duas são mais velhas que eu: a Renata – que gosta bem de deixar as coisas para depois. E a Fernanda, que é superespirituosa, tipo a engraçadona da família. Dois cunhados que são para mim como irmãos, e às vezes pai. Por isso que pra mim não tem essa de que se cunhado fosse bom não começava com cu [risos].
Tenho três sobrinhos… Dois meio japinhas, o Gui, 8 anos, e o Be, 2 anos. Em casa a gente costuma dizer que é a mais perfeita mistura do quibe com shoyu. E a Rafinha, de 5 anos, que eu acho a cara e o jeitinho da minha mãe, mas muita gente diz que é a minha cara, e ela é linda [risos]. Há quem diga que parece o pai… Sorry, Fê, mas pra você sobraram os nove meses [risos].
Aliás, os MEUS SOBRINHOS SÃO DEMAIS! Sou coruja mesmo! Eles são uma parte da minha vida, mas só em horário comercial, né? Brincadeira, é claro, isso é só porque nunca consegui ajudar minhas irmãs em afazeres como trocar fraldas, elas sempre tiraram o maior sarro de mim por isso.
Além de tia coruja, eu sou madrinha coruja também, da Rafa, e vou ser do Be (até o fim desta entrevista minha irmã ainda não tinha marcado o batizado, e pelo jeito não vai sair tão cedo, não. Falei lá em cima, né?).
Enfim, minha família é a coisa mais importante da minha vida. E o que de melhor eu levarei pra sempre comigo!
Lá na redação a gente vê a sua relação com seus sobrinhos. Você tem algum sonho de ter filho?
Eu já tive muita vontade de ter filho, e acho que completa a vida de qualquer mulher. Porém, o momento que eu tenho vivido não cabe nesse sonho… Então, por enquanto, eu fico corujando os meus sobrinhos.
Ninguém acredita na sua idade. Porra, eu quero chegar aos 37 anos do jeito que você está. E o mais engraçado é que você interage com qualquer “setor”, tanto com a ala da “Nova Escola” (formada por mim e pela Ge) quanto com a galera “Old School” (formada por Thá, Moniquinha, Bru, Flá, Arco, Dani e Carlets).
[A entrevistada atropela a pergunta e tira o foco, voltando] Puts, Nic, só faltou você me dizer que eu tô “interona”… “chegar do jeito que você está” é foda [risos]… Mas eu entendi total.
É… Ah é. Então, às vezes quando paro pra pensar na minha idade não acredito.
Quanto ao relacionamento com as alas “new e old school”, eu sempre fui assim… nunca tive problema em estar “tudo junto misturado”.
Agora, o que quero saber é o que as citadas acima vão achar dessa sua observação [risos]… Old school… Falô aí, juvenil…
Você acha que esse lance de responsa veio com o fato de ter sido obrigada a se virar desde cedo?
Na verdade eu não tive que me virar muito cedo, não. Eu tive é que me virar num curto espaço de tempo… Eu fui muito paparicada, sou a mais nova, minhas irmãs saíram cedo de casa para estudar, e eu morei um bom tempo sozinha com meus pais… E aí já viu, né? Era uma delícia [risos]!
Mas, graças a Deus, quando precisei assumir minhas responsabilidades dei conta do recado e me orgulho muito disso… Um dia a Fernanda minha irmã me disse que cresci em quatro anos o que não havia crescido em 30. E também acho!
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7.Aquele Happy Hour. 8.Dea e Giovanna em milnovecentosealgumacoisa. 9.Desde o comecinho de Trip. 10.Gui e Rê (mãe dele). / Créditos: Arquivo Pessoal


Você já foi pra Boston e todo mundo ali sabe que causou quase nada por lá. Me conta como foi essa experiência e, claro, libera as informações confidenciais.
[Risos] Causei, é? Essa história foi boa mesmo. Ano passado fui fazer um curso de inglês em Boston, que aliás foi uma superoportunidade que a Trip deu a alguns funcionários. Foi um sorteio, e foi incrível porque nunca ganho nem um “frango em bingo” e fui sorteada.
Quando eu recebi o “family prolife” da agência, lá tinha o nome de três pessoas. E meu “host father”, se chamava Peter.
Bom, lá fui eu, feliz da vida. A casa não ficava em Boston, era em Belmont, uma cidadezinha supercharmosa e bem próxima. Quando cheguei na casa, atendeu um cara de uns 40 anos, superforte, todo suado [risos]. Ele me perguntou se eu era “Giovanna from Brasil” e tal… ele era o Peter. A casa era um sobrado enorme. Ele morava embaixo, com uma namorada mexicana, e eu ficava em cima, em uma outra casa, com mais duas chinesas, cada uma no seu quarto, e elas não falavam um “a” em inglês e muito menos em português. Foram embora no dia seguinte (até hoje não sei o porquê).
Eu fiquei meio assustada, ele ficava me olhando de cima a baixo, tinha uma cara engraçada, baixinho, superbombado. Bom, fui pro meu quarto, liguei meu iPod e apareceram algumas redes wi-fi, uma delas tinha o nome de “orgasm” [risos] e era a que tinha melhor sinal (claro… era a da casa). Fiquei superencanada, dando um Google no nome dele o tempo todo.
Enfim, o cara era supergente boa, na dele, mas tinha uns hábitos diferentes, malhava e corria o dia todo. E cortava grama (embaixo da minha janela) todas as manhãs.
Ele não trabalhava, contava que vivia de alugar a casa para estudantes.
Por fim, ele foi superanfitrião. Passei um mês lá e foi incrível. Boston é uma cidade deliciosa, de um superastral (pelo menos no verão) é demais!
Bom… há três meses encontrei um argentino em Buenos Aires que conheci lá em Boston, que por coincidência, depois que eu voltei pro Brasil, conheceu duas meninas que estavam na casa do Peter e foi convidado para um jantarzinho lá. Para minha surpresa… (nem tanta assim, pois tava na cara pelo perfil dele), o Lionel (argentino) rachando o bico de rir, me contou que o Peter era go go boy e trabalhava em Boston e em outras cidades por ali [risos]. Ele é muito figura, supergente boa, trocamos e-mail até hoje.
E você tem vontade de morar fora hoje?
Eu já fui superapegada, enraizada. Mas hoje não mais. Se rolar uma oportunidade de ir pra um lugar bacana, com condições iguais ou melhores às que eu tenho hoje, eu acho que me jogaria sem problemas. Mas eu gosto mesmo é do Brasil.
Aliás, você gosta de trabalhar na Trip?
Ah, eu adoro. Acho o máximo. É um puta lugar pra se trabalhar. Fora o Triplus, que eu acho que quem criou deveria levar o Shoiti todo ano.
Falando em Trip, quando eu recebi o convite para fazer o Papo da Quarta, não pensei em nenhuma outra pessoa que não você. A gente tem uma relação superlegal. Como você encara esse lance de Sé pra cá, Sé pra lá (Sé é o diminutivo de chefe e na linguagem dos “bis” é Séfi)?
Você quis chamar a Sé para puxar o saco, né? Brincadeira. Na real acho que a gente sabe separar bem uma coisa de outra. Não é porque você me chama de “Sé” pelos corredores da redação que você não me respeita, e eu a você. É superbrincadeira, e até a Déa e o Claudinho (imagina…) já me chamaram de “Sé” [risos].
A Alcoragi é palmeirense roxa. Eu sou são-paulina roxa e nós duas falamos o dia todo de futebol. É bagunça o dia inteiro, meu. Você como corintiana fica só de olho e vira e mexe vem pendurar o meu boneco do São Paulo no armário. Como é o futebol na sua vida?
Opa, bagunça o dia inteiro não, hein? [Risos.]
Na verdade eu ODEIO futebol. Desculpa aí! Eu sou uma corintiana fajuta. Eu só gosto de encher o saco dos outros. Se o Palmeiras tá perdendo eu brinco com a Alcoragi, se o São Paulo tá perdendo eu brinco com você. Não sei nada do time, só sei quem é o Ronaaaaaldo.
Uma vez a gente tava sentada no quintal de casa (leia-se rua Augusta) e eu disse que admirava esse lado “autossuficiente” seu no quesito “amô”. Como encaixa a parte romance na sua vida. Só não vale fazer a subcelebridade que, quando perguntada sobre amor, diz estar focada em trabalhos e projetos (que a gente nunca vê).
É, na verdade eu tô com um projeto. Tenho trabalhado demais, não tenho tempo pra pensar nisso [risos]. Agora sério… Ah, Nic… Putsss… AMOR? Ah, sabe que no amor eu tenho uma puuuta sorte no jogo! Então, eu não sou autossuficiente, não, longe de mim.^^~-_- Acho que ninguém é. Mas, o que eu aprendi é que a gente não pode colocar a responsabilidade de ser feliz em outra pessoa. Acho que temos antes que procurar a felicidade, e aí sim encontrar alguém para ficar ao nosso lado, a vida toda, para sempre [risos].
Qual é o perfil de hombre para Giovanna Assaf?
Ah, fisicamente é super-relativo, né? Acho que não tem essa. Mas o que eu acho fundamental num relacionamento é cumplicidade.
Mas e se tiver Little pipi?
Ai, que perguntinha, hein, Nic? Segue debriefing…
Ah, e como você se vê daqui a dez anos?
Ahh Nic… sei lá!
Então cinco.
Puts, imagino ter viajado para vários lugares que ainda não conheço.
A gente já falou de vida, trabalho, amor… mas você tem algum medo?
Ah, não sei se tenho algum medo. Mas acho que com maturidade você enfrenta as situações. Tudo é reversível, nada é para a vida inteira. E, além do mais, só tem medo quem arrisca… Do contrário a gente nunca sai do lugar. Resumindo tudo, procuro viver o hoje bem, com decisões acertadas, que nem sempre são, para ter um amanhã confortável. Oh!
Nooooosa, essa é frase de efeito para MSN, hein?! E falando em MSN, suponhamos que suas relações (reais ou não) pudessem ser controladas por MSN (se bem que nem messenger você tem, né, Eugênio e Odenyr?!). Mas voltando à analogia tosca. Quem você bloquearia ou ADEDE?
Afe, Nicole, que pergunta ridícula.
A entrevistadora sou eu. Responde.
Uêêêpa [fazendo referência aos gritos da entrevistadora quando se pega em situações de barraco]. Na verdade tem dias que nem entro no MSN para não sentir vontade de bloquear uns e outros! Ah, sei lá, não entendi a pergunta.
Quer dizer que você é volúvel?
Não sou volúvel, mas como já disse não tenho muita paciência para algumas coisas. Então, para não criar conflito, prefiro não me eishpor [vocabulário da entrevistadora]. Ai, pergunta chata!
Tô perdendo a paciência [risos]!
Tá difícil responder?
Tá, vai… bloquearia os chatos que entram pra perguntar “e aí?”… Ai, às vezes sinto vontade de bloquear aquelas pessoas que colocam assim: “a balada foi incrível”, “eu sou a pessoa mais feliz do mundo”, “a vida é bela”. Ai, que coisa chata. Quem disse que as pessoas querem saber disso… A Helena de Viver a Vida também bloquearia, aliás a novela inteira.
O que você desejaria se tivesse três pedidos?
Ah, pediria a paz no mundo. A cura do câncer. E o que todo mundo também quer… $$$!!
Para finalizar, você me dá uma carona?
Dou. Você tá sem carro?
É que comprei um Tucano e fica difícil dirigir. Daí você vai na frente dirigindo e eu vou “cu” Tucano atrás.
Nooossa, Nic você, eu e as pessoas que estão lendo essa entrevista poderíamos ter ficado sem essa. VOCÊ É MUITO RUIM DE PIADAS!
*Nicole por Gio: Portadora de uma TPM avassaladora, misturada com uma habilidade incrível para chorar e sorrir ao mesmo tempo, Nicole B., produtora da Revista Natura Latam, jura que é negra e fala pelos cotovelos. Começou como frila e está contratada “brilhando” pela redação da Natura.
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