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O Ministério da Saúde adverte: uma boa pegada pode mudar o dia, o mês, a vida
Quando um homem não consegue ou não pode dizer alguma coisa que gostaria muito, ele pega no seu braço. Mas não é qualquer pegada que vem com um texto bonito embutido… tem que ser na altura do bíceps, forte (mesmo), quase incômoda e com os olhos atravessando os seus. Pensando bem, acho que são os olhos que dizem, o aperto é apenas para que seus olhos subam e alcancem a íris em frente. Dali saem textos mudos e lindos dos mais variados tipos. Pode ser desde “estamos juntos nessa, amor” até “casa comigo” ou “seu eu pudesse te arrastava pra minha casa agora”. A pegada no braço tem boa chance de acabar em uma deliciosa noite de troca de fluidos (e, dizem, até em casamento) mas mesmo que não chegue nesses estágios pode curar dores musculares e autoestima baixa.
Já o “vem cá, minha nega”, que te encurrala num cantinho qualquer da casa, pode curar vários tipos de moléstia, de depressão a enxaqueca passando por azedume crônico. Mas (infelizmente) não é qualquer guento que traz as benesses do verdadeiro “vem cá, minha nega”. Para ser milagroso ele precisa ser na parede, na pia ou afins, ter um puxão de cabelo firme, enlace redondo na cintura e barba malfeita na nuca e no pescoço. Se não, pode até ser gostoso, mas não serve para fins medicinais. Um “vem cá, minha nega” por mês para cada ser do sexo feminino e poderíamos decretar o fim do mimimi. Imagina só? Ia sobrar terapeuta, antidepressivo, chocolate e rockzinho emo.
Para seguir: @euliatulias
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