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Ficamos tão assustadas com essa mania de as pessoas contarem tudo o que fazem na internet que convidamos uma psicanalista para um papo cabeça sobre o assunto e concluímos que vivemos na era da glamorização do nada
Telefonamos (não, não mandamos um Twitter) para a psicanalista e colunista da Tpm Diana Corso e, por algumas horas, colocamos o Twitter deitado no divã. Diana, que não conhecia a nova febre da internet, de cara falou uma frase ótima: “Ficar contando tudo o que acontece na sua vida é glamorizar o nada”. Estamos falando daquelas pessoas que escrevem: “Ah, caiu café no meu teclado”. Bem, quando contam isso, elas estão narrando coisas banais da rotina delas como se fossem, assim, superimportantes.
De acordo com ela, essa necessidade de contar tudo na internet mostra também o quanto as pessoas são solitárias ou incapazes de ficar a sós com elas mesmas. “O contato real com o outro não existe? E os silêncios? Eles são importantes e dizem muita coisa”, pensa Diana. Ela lembra também de uma época em que as pessoas faziam certas coisas escondido e as mães adoravam falar a frase: “E o que os outros vão pensar?”. O Twitter, ela explica, é o contrário disso. As pessoas parecem querer mesmo é que os outros pensem nelas o tempo todo. “É como se você tivesse um GPS grudado em você.” E conectado na rede, claro.
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