É na cor dos sapatos que a cantora Juliana Kehl gosta de ousar. Desde que se apaixonou por um par de sapatos vermelhos, fez deles sua marca registrada nos palcos. Já na maquiagem e no cabelo, ela prefere não arriscar: vai no olho preto marcado, gosta da boca nude e dos fios compridos. “Sempre falam para eu fazer um corte repicado, contemporâneo, mas acho que minha identidade é essa”, explica. Inclusive, durante muito tempo, era ela quem cortava o próprio cabelo. “Eu era meio antivaidade. Na minha família, levava-se muito a sério a ideia de ‘tem que ser bonita por dentro’. Aos poucos, vi que a vaidade não era um crime hediondo”, brinca. Aos 34 anos, enquanto pré-produz seu segundo CD – o primeiro, lançado em 2010, agradou público e crítica –, Juliana revela os rituais de beleza dos quais não abre mão e os produtos que os acompanham.
Ser cantora ajuda a lidar com a vaidade?
Sim. Na música, você é o objeto de arte do seu trabalho. É você que aparece, sua voz e, no meu caso, minhas composições. É muita exposição. Eu mudei um pouco a maneira de me ver, mas não fiquei neurótica. Pelo contrário, relaxei. Ninguém está linda o tempo todo, não dá para ficar preocupada com isso. A minha música é que tem que falar mais alto.
O que é essencial para você se sentir bonita?
Dormir oito horas por noite. Me programo para isso, porque realmente faz diferença, não é frescura. Sinto a minha pele melhor, o cabelo com mais brilho. Sem contar que, quando eu não durmo direito, minhas olheiras ficam terríveis. Aí o jeito é apelar para os produtinhos.
MAQUIAGEM DEBORA GOTLIB STILLS RODRIGO SACRAMENTO E DIVULGAÇÃO / JULIANA VESTE CAMISETA NONSENSE, LEGGING TRIFIL E SAPATO ACERVO PESSOAL
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