Mistura fina
Punk rock, romântica, étnica, a casa de Alex Atala e Márcia Lagos é um mix que dá certo
em 27 de abril de 2012
Um contêiner esquecido foi o responsável pela mudança da família para o bairro do Sumaré, em São Paulo. “Morávamos em uma casinha de vila. De repente, chega o contêiner cheio que o Alê tinha despachado de Cingapura meses antes. Liguei para ele aos prantos, não sabia o que fazer com aquilo tudo!”, relembra Márcia Lagos, 43 anos, diretora da galeria de arte e design Coletivo Amor de Madre.
Naquele mesmo fim de semana, o chef Alex Atala saiu e comprou uma casa nova. Na semana seguinte, levou a família para conhecer o novo lar. “Só acreditei quando ele me mostrou o controle do portão. Me apaixonei pela casa, pela vista do vale do Sumaré.”
Com 700 m2 e quatro andares, em um terreno acidentado, há espaço de sobra para os gêmeos Tomás e Joana, 9 anos, e Pedro, 17, filho do primeiro casamento de Alex. Também não faltam cantos para os móveis da viagem a Cingapura – e de tantas outras que continuam fazendo – e para os diversos animais do casal, incluindo dois cachorros, duas cobras e uma galinha fugida do restaurante Dalva e Dito.
A casa foi tomando forma aos poucos. “Reformamos essa sala e o jardim há anos, mas só agora finalizamos a decoração do espaço. O Alê adora uma obra. Já temos um projeto para a área dos quartos, mas vamos dar um tempo”, brinca. Com móveis herdados dos restaurantes e do antigo proprietário, o casal completa o estilo da decoração com toques punk rock, dele, e românticos, dela.
Um ponto em comum é o amor pela street art. Diversos grafites dão charme ao extenso deck na área externa. “Se um dia vendermos nossa casa vai ter que ser para alguém que goste muito de arte de rua. Essas paredes não podem nunca ser pintadas!”, finaliza Márcia.
Arte para todos
Faz tempo que a arte extrapolou os domínios das telas – e da parede da sala. O grafite é a prova mais contundente de que a arte pode, e deve, estar exposta a todos. Galerias de arte especializadas no estilo servem como agentes dos artistas, que podem ser contratados para murais personalizados. O preço do metro quadrado varia de R$ 500 a R$ 2 mil, de acordo com a dificuldade do desenho.
• Athena Contemporânea: indica o artista Zezão (negocia por fora da galeria, preços sob consulta).
Vai lá: (21) 2513-0239; www.athenacontemporanea.com
• Galeria Choque Cultural: indica os artistas Speto, Chivitz, Presto e Nove (preços sob consulta).
Vai lá: (11) 3061-4051; www.choquecultural.com.br
• Matilha Cultural: indica a artista Simone Sapienza Siss (o preço médio é R$ 2 mil).
Vai lá: (11) 3256-2636; www.matilhacultural.com.br
• QAZ Galeria de Arte: indica os artistas Vermelho e Fernando Chamarelli (preços de R$ 500 a R$ 1 mil).
Vai lá: (11) 2114-6697; www.qazstreetart.com
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