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Coletivo lança site para suprir falta de informação sobre mulheres da periferia paulistana
O coletivo Nós, mulheres da periferia / Créditos: Divulgação
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“Somos pobres, pretas, brancas, periféricas. Migrantes, nordestinas, baianinhas, quilombolas, indígenas. Somos aquela que, depois de 8 horas de trabalho e 4 horas no transporte público, ainda passa a roupa e nina o bebê.” Assim começa o manifesto escrito pelo coletivo paulistano Nós, Mulheres da Periferia. Formado por oito jornalistas e uma designer, todas moradoras de bairros da periferia de São Paulo, o grupo inaugurou suas atividades no último dia 8 de março – não por coincidência, Dia Internacional da Mulher – e lançou um site no mês passado. O objetivo das amigas é ajudar a preencher a falta de informação na imprensa sobre a mulher que mora longe das regiões centrais, “buscando dar mais visibilidade a ela”, conta Mayara Penina, uma das integrantes do coletivo. Como primeiro trabalho, elas produziram uma edição especial sobre moradia, com uma série de reportagens sobre mulheres que moram em ocupações, favelas e bairros pobres da capital paulista.
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