
Por Nathalia Birkholz Foto Éder Nascimento/La Follia
Para quem queimou a Bíblia, limpou a bunda com a bandeira dos EUA e vomitou em si mesmo, Marilyn Manson se mostrou fora de forma em seu show em São Paulo, no último dia 26 de setembro. O máximo que o anticristo fez desta vez foi colocar uma tiara de chifrinho e enterrar a mão por dentro da justérrima calça. Dona Marilyn não assustou e também não pagou bundinha. Um corset preto foi o ápice que seu guarda-roupas sadomasô pôde mostrar. No final, ele assumiu um look calça jeans e camiseta, tão casual que a platéia ganhava de longe no quesito montação.
O show foi bastante curto – durou menos de uma hora e meia – e pouco se escutou do mais recente álbum Eat me, Drink me, lançado em junho. Ele abriu com a nova “If I Was Your Vampire”, seguida de “Disposable Teens”, “Mobscene” e “Irresponsable Hate Anthem”, e a sessão pesada logo foi cortada por uma série ‘mela-cueca’. Depois, “Lunch Box”, “Sweet Dreams”, “Rock is Dead”, “Dope Show” e um bis de “Beautiful People” fizeram do setlist algo muito mais comercial do que uma ferramenta de divulgação do último CD. Pelo menos assim, Dona Marilyn fez a galera se matar de pular.
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