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Comprar apartamento em Nova York é coisa para poucos – e isso todo mundo sabe. A raridade é tanta que os não-milionários que conseguiram o feito ganharam artigo no New York Times. A matéria revela como jovens na faixa dos 30 ou 40 anos conseguiram descolar seus cafofos. Mas o que torna este grupo especial? Eles não trabalham em Wall Street e não dispõe de uma ajudinha dos pais. Segundo o New York Times e segundo todo mundo que eu conheço, sem essas duas formas realmente não rola. Há de apelar para o malabarismo.
Tem o casal que parou de fumar (grande economia) e de comprar iPods e afins para juntar os 445 mil dólares de seu novo puxadinho. Tem a solteira que passou a costurar suas próprias roupas e comer batata frita grátis em restaurante mexicano para pagar os 220 mil dólares de seu estúdio no Brooklyn. Tem o solteiro que limitou suas pedidas de prato principal em restaurantes por no máximo 15 dólares e deixou de sair com a mulherada para pagar seu apêzinho de 420 mil dólares em Manhattan, e o casal que abriu mão de uma megafesta de casamento, além de trocar o metrô por caminhadas, para comprar o ninho de 365 mil dólares no Brooklyn. Diga-se de passagem: todos estes são estúdios ou quarto e sala. Não existe área de serviço e nunca ouviu-se falar em garagem. Mas tudo vale a pena até mesmo quando a casa é pequena.
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