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James Alves da Silva é mulher. Mas, por um erro de desatenção do cartório da Bahia, onde nasceu, James foi registrada como homem. Ela veio para São Paulo ainda criança com a família e, até tentar tirar sua carteira de identidade, com 15 anos, vivia normalmente. Hoje, ela tem 16 anos, e está grávida de 2 meses. Acontece que por ser homem no registro não consegue fazer exames ginecológicos como pré natal, ou agendar o parto pelo sistema público de saúde. Pois legalmente isso pode caracterizar fraude. Sendo assim, James terá que esperar entrar em trabalho de parto para ser atendida na emergência de algum hospital. Depois da notícia, que saiu na Folha de S. Paulo no fim de semana, a Secretaria Municipal de Saúde interveio e agendou a primeira consulta de James ao ginecologista. O triste é pensar que existem outras milhares de histórias infelizes que não terão nem chance de acabar bem. E fica a dúvida: é preciso de um barrigão de grávida para provar que é mulher ou é a burocracia que se mostra cada vez mais imbatível?
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