por Bruna Bopp
Tpm #120

Depois de protagonizar o musical Hair, o ator estreia na TV em nova série

“Tenho uma beleza errada.” Fico tentando imaginar qual seria o tal erro a que se refere o ator Hugo Bonemer. O nariz, que ele explica não ter aceitado em uma época da vida? Os olhos? Pouco provável. O sorriso... descartado. Aos 24 anos, nenhum sinal de calvície ou de cabelo branco que poderia incomodá-lo. Observo-o do outro lado da sala, em plena sessão de fotos.

Entre um clique e outro, Hugo se alonga. Pergunto se é uma mania desenvolvida nos sete anos de tae kwon do e cinco de caratê – além de capoeira. “Não, é para tentar relaxar mesmo. Não estou acostumado a tirar fotos, fico meio tenso”, confessa.

O nervosismo logo passa. Ele fica só de cueca, branca, e veste a nova muda de roupa sem constrangimento, na frente da equipe. E sai fazendo perguntas: “Qual a melhor posição para posar? A luz está boa? Como a calça está caindo no corpo?”. É dele, inclusive, uma das peças usadas na sessão, comprada na feira de antiguidades de um shopping na avenida Paulista, em São Paulo, onde mora sozinho.

Essa vontade de questionar a todo instante faz parte da personalidade do ator. Hugo é interessado. Dedicado mesmo, especialmente à profissão. Para interpretar o playboy carioca em Preamar, que tem estreia prevista para maio, na HBO, ficava em casa treinando o sotaque. “Foi tão intenso que pegou. Agora eu, que sou do interior do Paraná, estou falando como carioca”, brinca. A série, produzida pela Pindorama, conta a história de um executivo que perde o emprego e passa a trabalhar na praia escondido da família. O personagem de Hugo, filho do protagonista, se envolve com o tráfico de drogas.

Nascido e criado em Maringá por mãe bailarina e pai engenheiro, se mudou para a capital paulista aos 18 anos para cursar comércio exterior, no IFPA (Instituto de Formação Profissional Administrativa), e logo conseguiu emprego numa multinacional, onde ficou por quatro anos. “O problema é que eu queria ser ator, mesmo trabalhando na empresa. Então saía para fazer testes e comecei a ensaiar uma peça durante o expediente. Aí não teve jeito. Fui demitido”, conta.

Com as próprias pernas
Em 2010, Hugo conquistou o papel de um dos protagonistas do musical Hair, na montagem dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho, em cartaz até abril passado. Foi por causa da peça que o parentesco entre Hugo e o jornalista William Bonner veio a público. Depois de assistir a ele nos palcos, o apresentador do Jornal Nacional twittou: “Eu ia contar que ele é meu primo. Mas, depois do que vi no teatro... Putz! Eu é que sou primo dele!”.

Desde então, conta que recebeu algumas manifestações agressivas nas redes sociais, que sugeriam que Hugo tinha sido privilegiado por ser parente do jornalista. “Algumas pessoas ficaram muito irritadas com as matérias que saíram sobre nós. Se um dia quiserem me contratar porque sou primo dele, vou adorar, mas não acho que alguém me contrataria por essa razão”, solta. O primo orgulhoso esclarece: “A repercussão do público e dos críticos [do musical] foi extremamente positiva. Tudo isso sem que nosso parentesco tivesse qualquer influência. Méritos exclusivos do Hugo, portanto”, diz Bonner. 

“Já foi a época do machão. O homem se permite ser mais frágil hoje e, assim, entende melhor a mulher. Não é uma questão de sexualidade ou feminilidade”



Mas não foram somente esses ataques que ele recebeu. Seu Twitter pulou de 30 para mais de 6 mil seguidores e ainda ganhou fãs em todo o Brasil – a maioria, claro, mulheres. “Algumas dão umas cantadas boas, elaboradas. E eu respondo todas”, atiça.

Quando fala, Hugo encara o interlocutor. Poucas vezes olha para cima, pensando na resposta ou procurando escolher a melhor palavra. Parece ter tudo fresco na cabeça. Sabe o que quer e como quer. E tem um olhar que desconcentra qualquer desavisada.

Olhos nos olhos
Como gosta de dizer, joga no time dos que evitam ao máximo o drama. Seu negócio é simplificar a vida. Inclusive no sexo. “O toque é muito mais importante do que acrobacias na cama. O mais simples faz com que eu me entregue mais fácil, consiga me acessar. Fico à vontade. Acho que é coisa de canceriano”, revela.

Ele recorre ao signo outras vezes ao longo da entrevista, como para afirmar que nunca conseguiria manter uma relação aberta, por ser ciumento demais, e também para se definir como um namorado que gosta de cuidar – se diz do tipo bonzinho. Para ele, as mulheres preferem homens mais sensíveis. “Já foi a época do machão. O homem se permite ser mais frágil hoje e, assim, entende melhor a mulher. Não é uma questão de sexualidade ou feminilidade. É um padrão de comportamento visível. O cara fica chateado no emprego porque brigou com a esposa. Há 30 anos, isso não acontecia”, teoriza.

Depois de pouco mais de uma hora de entrevista, desisto de procurar a causa da sua “beleza errada”. “Tem homem que fica bonito de qualquer jeito, até de ponta-cabeça. Eu preciso da posição certa, estar bem-arrumadinho... do conjunto”, explica. O papo agradável e o olhar arrebatador, porém, não deixam que a teoria de Hugo se torne verdade. Mesmo que nem ele acredite nisso.


ASSISTENTE DE FOTO MANU GALINDO PRODUÇÃO ANA LUIZA TOSCANO HUGO VESTE CAMISETA ADDICT, CALÇA (BRANCA) SEMENTEIRA E CALÇA (BEGE) ACERVO PESSOAL

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